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30 de abr de 2011

Adeus, carnê

É verdade que já tratamos desse assunto anteriormente, mas ele volta a ser assunto hoje, e vocês verão o porquê.

Com a expansão do crédito e das vendas em varejo a prazo, o modelo de negócio do carnê de mercadorias do Baú da Felicidade, mantido como estava há mais de 40 anos, não teria fôlego para continuar competitivo.

Pouco a pouco o Grupo Silvio Santos iniciou a extinção do carnê, o fechamento das lojas distantes e a transformação da empresa em uma rede de comércio tradicional. Os carnês, tão comumente expostos em vitrines de casas lotéricas e agências dos correios subitamente desapareceram em meados de 2008.

E em 3 de maio de 2009, foi ao ar, com a apresentação de Luis Ricardo, o último programa Tentação, encerrando assim a última promoção de prêmios do Baú. Sem nenhuma despedida, nenhuma referência. Naquele ano o Grupo completava 50 anos de existência, longevidade que só foi possível graças à força comercial do carnê que deixava de existir e que também serviu como propulsor de Silvio Santos na televisão.

Mas muita gente ainda era portadora de carnês e tinha prestações para pagar. Conforme essas prestações se acabavam, resgatavam os pagamentos em mercadorias das lojas, como normalmente. Por isso, o Baú deu prazo para até o dia 30 de abril de 2011, ou seja, dois anos após o término do Tentação, para que os retardatários pudessem resgatar suas mercadorias.



Hoje se encerrou esse prazo. Por isso, acredito que hoje foi colocado definitivamente o ponto final na rica e emocionante história do Carnê de Mercadorias do Baú da Felicidade, que começou em 1958, com Manoel de Nóbrega, e se tornou conhecida de todos os brasileiros, aos domingos pela televisão.

23 de abr de 2011

Easter Egg

Easter Egg, segundo definição da Wikipédia, "é qualquer coisa oculta, podendo ser encontrada em qualquer tipo de sistema virtual, incluindo músicas, filmes, videogames e etc.", geralmente colocadas por brincadeira dos produtores ou programadores, para serem descobertas tal como os ovos de páscoa.

Já que a ocasião é propícia, trataremos de um Easter Egg que o SBT preparou na novela Amor e Revolução. Logo na estreia, a primeira cena a aparecer na tela foi o slide de classificação etária. Porém este foi feito diferente do padrão atual, reproduzindo um antigo cartão de Censura Federal obrigatório durante o regime militar.

Utilizados entre 1970 e 1986, os cartões datilografados e com o timbre do Departamento de Censura Federal, carimbados, assinados e cheios de burocracias administrativas, antecediam os programas de televisão e alertavam ao telespectador, por meio de um narrador protocolar, para qual faixa de público aquele programa era dirigido.

O SBT recriou com fidelidade o cartão. O narrador, para dar um clima, ainda narra "agora, mais um campeão de audiência", reproduzindo o refrão utilizado pela Rede Globo na época.



Mas o Easter Egg fica por conta de quem assina o cartão: José Pelégio. Pai de Fernando Pelégio, diretor de criação visual do SBT, ele foi dos mais importantes iluminadores de televisão nas décadas de 60 e 70 e durante anos chefe de iluminação do SBT. Pelégio perdeu a visão após anos em contato direto com a luz, e o seu nome no slide é uma maneira simbólica de fazê-lo presente nesta novela que conta com a direção do seu amigo Reinaldo Boury, com quem trabalhara nas extintas TVs Tupi e Excelsior.

Descoberto o ovo, Feliz Páscoa a todos!

Atualizado em 25/4/2011, com informações de Fernando Pelégio

10 de abr de 2011

Agora falando sério

O artigo que transcrevemos abaixo (e que você confere também no YouTube) foi escrito por Jô Soares, na coluna semanal que publicava no Jornal do Brasil. Jô, ao receber seu Troféu Imprensa, na premiação dos melhores de 1987, retirou do bolso folhas datilografadas de seu texto, e pediu permissão de Silvio Santos para lê-lo.



Agora falando sério
Por Jô Soares

Em 1947, os grandes produtores de Hollywood se reuniram no hotel Waldorf-Astoria, em Nova Iorque, e resolveram que artistas com tendências políticas em desacordo com seu ideário não trabalhariam mais em filmes. Surgia a lista negra e a conseqüente caça às bruxas. Em pouco tempo, não somente radicais ou liberais eram perseguidos; qualquer artista que desagradasse aos chefes de estúdio era listado e não conseguia mais trabalho.

Com impecável senso de oportunidade, a TV Globo escolheu exatamente o momento da Constituinte no Brasil para inaugurar sua lista negra. Quem sair da emissora sem ter sido mandado embora corre o risco de não poder mais trabalhar em comerciais, sob a ameaça de que estes não serão lá veiculados. Como a rede detém quase o monopólio do mercado, os anunciantes não ousam nem pensar em artistas que possam desagradá-la.

Neste ponto, alguém pode achar que eu estou falando por interesse pessoal. Garanto que não.

Não falo pelo fato de os meus comerciais não poderem ser exibidos, nem pelo fato mais recente, das chamadas pagas do meu novo espetáculo no Scala 2 “O Gordo ao vivo” terem sido proibidas. Sou um artista muito bem remunerado e meus espetáculos têm outros meios de divulgação. Graças a Deus meus shows de humor já lotavam teatros antes que eu fosse para a Globo.

Que as chamadas de “O Gordo ao vivo” não passariam na emissora eu já sabia desde outubro, pelo próprio Boni, que me disse em sua sala quando fui me despedir:

– Já mandei tirar todos os seus comerciais do ar. Chamadas do seu novo show no Scala 2, também, esquece. Estou vendo como te proibir de usar a palavra ‘gordo’. – claro que esta última ameaça ficou meio difícil de cumprir: a megalomania ainda não é lei fora da Globo.

Logo, não é por isso que escrevo pela primeira vez sobre esse assunto. Saí da Globo, onde conservo grandes amigos, com a maior lisura, e nunca me aproveitei deste espaço, ou de nenhum espaço, em causa própria.

Escrevo, isso sim, porque atores que trabalham no meu programa, como Eliéser Mota, como Nina de Pádua, foram vetados em comerciais. As agências foram informadas, não oficialmente, é claro – como acontece em todas as listas negras – que suas participações não seriam aceitas.

É triste, nesse momento, em que se escreve diariamente a democracia no Congresso, que uma empresa que é concessão do Estado cerceie, impunemente, o artista brasileiro, de um modo geral já tão mal remunerado.

Finalmente, eu gostaria de dizer que Silvio Santos foi tremendamente injusto quando chamou Boni numa entrevista de “office-boy de luxo”. Nenhum office-boy consegue guardar tanto rancor no coração.


Encerrada a leitura, o auditório e o júri do Troféu Imprensa aplaudiram vigorosamente Jô. Em seguida, falou Silvio Santos:

– Eu faço minhas as suas palavras. E é uma pena, senhores telespectadores, é uma pena que uma rede de televisão com este comportamento ainda seja a primeira colocada em audiência em todo o Brasil e uma das melhores emissoras de televisão do mundo. É uma pena que a Rede Globo de Televisão tenha esse procedimento. É uma pena. Queira Deus que o doutor Roberto Marinho seja mais uma vez iluminado para que estas atitudes não sejam freqüentes na Rede Globo de Televisão.


Os tempos mudaram e dificilmente a Rede Globo teria o mesmo comportamento hoje. Fica o registro de um momento histórico da televisão brasileira.

8 de abr de 2011

Um dia de domingo

Um singelo clipe que preparamos com a famosa canção de Sullivan e Massadas que a interpretação de Gal Costa consagrou.

Retrata o encontro de Silvio Santos com seu auditório, suas colegas de trabalho.

Elas, do embarque no ônibus da caravana até a recepção pelo Roque, no SBT.

Ele, o animador, da porta de sua casa até o estacionamento em sua vaga VIP na entrada do camarim, com seu indefectível Lincoln de capota verde.

Faz de conta que ainda é cedo. Tudo vai ficar por conta da emoção...

1 de abr de 2011

Sem o Patrão, Maisa apresenta sozinha o Programa Silvio Santos

Com as gravações do Programa Silvio Santos atrasadas por conta do longo período de férias do animador, as filmagens tomaram um ritmo acelerado. Na última terça-feira, porém, o apresentador ficou preso durante horas num congestionamento no início da Rodovia Anhanguera, causado pelo tombamento de uma carreta, deixando a produção em polvorosa.

Irritado e impaciente com a situação, Silvio telefonou para o SBT e surpreendeu: teve a ideia de perguntar se algum dos convidados do dia poderia apresentar o programa em seu lugar até a sua chegada. Nos bastidores Maísa e Roberto Justus aguardavam para participar do Jogo das Três Pistas. A menina de oito anos foi a escolhida pelo apresentador titular, para espanto do publicitário que comanda o Topa ou Não Topa nas noites de quinta-feira.

Maísa recebeu orientações de Silvio, que, pelo celular e mesmo sem poder ver o que acontecia no estúdio, dirigiu a atuação da menina. Nosso informante conta que a pequena apresentadora não se intimidou. Silvio falava com Maísa e o auditório por telefone e tentou comandar desta maneira diversas brincadeiras do programa.

Entre as atrações da gravação comandada pela estrela-mirim estiveram a dupla Teodoro & Sampaio, que cantou o sucesso "É Mentira Dela" e participou do Não Erre a Letra.

"Alô, Maísa, me deixa falar" e "Oi, Silvio, não entendi" prometem se tornar as novas gírias ("memes") da internet, desbancando o famoso "Senta lá, Cláudia" da Xuxa, de tanto que foram ditas durante a gravação.

Em outro momento hilariante, Maísa disse: "Desliga esse telefone, Silvio, você tá há horas falando comigo, essa ligação vai sair muito cara". E o Homem do Baú respondeu: "Não tem problema, liguei a cobrar".

Já no final da tarde, Silvio finalmente chegou ao CDT. Gravou a parte final do programa e foi se informar do desempenho de Maísa frente ao seu programa. Sua orelha direita estava vermelha após quatro horas pendurado ao telefone.

O nosso informante conseguiu capturar um frame diretamente da ilha de edição do SBT:



Maísa entra no seleto rol de apresentadores que substituíram Silvio Santos e que é composto por Manoel de Nóbrega, Haroldo de Andrade, Décio Piccinini, Léo Santos, Gugu, Silvio Luiz, Luiz Ricardo e Caco Rodrigues. Ainda não há data para o programa ir ao ar.

Pessoas próximas ouviram Silvio reclamar que se tivesse uma motocicleta teria chegado muito mais rapidamente ao SBT. Ele também elogiou a duração da bateria de seu celular, um iPhone. "Falei sem parar o dia inteiro e não acabou. Parece até mentira", disse o homem do Baú.
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