Este site é desenvolvido por entusiastas e admiradores do artista Silvio Santos e não possui nenhuma ligação com empresas do Grupo Silvio Santos.

11 de fev de 2010

Alguns bordões do Homem do Baú

Muitas frases de Silvio Santos já fazem parte do imaginário popular e se tornaram parte do folclore que envolve o animador. Algumas caíram no desuso e no esquecimento, mas outras se tornaram clássicas e inesquecíveis. Também fazem parte desse universo próprio de Silvio algumas frases retóricas em forma de perguntas e respostas, ditas e repetidas por ele e pelo auditório.

Fizemos uma lista com algumas delas:

"Posso falar?! O Silvio Santos fala ou não fala?"
resposta do auditório: "Fala!"

Usada para chamar a atenção quando o auditório se dispersa, ou antecedendo alguma informação muito importante para a continuidade do programa. O "fala ou não fala" é acompanhado de um rebolado característico, em que Silvio dobra os joelhos.

"Sim-sim."
Em entrevistas ou conversas, durante a fala do entrevistado, como um sinal de atenção (equivalente a um "hum hum" ou um "sei, sei" que algumas pessoas soltam enquanto conversam). Era comum nos anos 70 e 80, mas com o passar do tempo, Silvio foi perdendo esse "vício"



"É dinheiro ou não é?"
resposta do auditório: "É!!"

Usada para enfatizar os prêmios que distribui. A palavra 'dinheiro' pode ser substituída, conforme o caso, por 'legal' ou 'bom'.

"No duro?"

Gíria um tanto antiquada, essa expressão é utilizada em conversas com o mesmo sentido de "sério?", "é mesmo?", como interjeição que serve para confirmar uma informação que acaba de ser dita. Para Silvio, essa expressão nunca saiu de moda, tanto é que ele a usa até hoje. E como é uma frase retórica, a pessoa a quem ele pergunta acaba se vendo obrigada a responder também: "no duro!"

"Vocês são todas solteiras, nem sabem o que é isso!"
Usada para provocar o auditório, numa época mais inocente, quando assunto sobre beijos, namoros ou relacionamento entre casais eram tratados com uma leve malícia, fora de quadros como o Namoro na TV. Nos tempos modernos, algumas vezes Silvio provocou as colegas de trabalho chamando-as de virgens e não de solteiras - sinal dos tempos

"Isso é do tempo do papai"
Usada para se referir a algo antigo, como quando um convidado ou uma colega de trabalho menciona ou mostra alguma imagem de Silvio no rádio ou em programas de TV do passado. Às vezes, Silvio dizia que era o seu pai o retratado, e não ele próprio. Alguns veem nessa frase uma referência à Manoel de Nóbrega. Essa frase foi caindo em desuso nos anos 90.

"Se ele não ganhar, quem ganha?"
resposta do auditório: "A carta!"

Em praticamente todos os programas do Baú da Felicidade ou de prêmios em que havia a disputa entre um participante no palco e outro cuja carta fora sorteada essa frase foi usada.

"Quando a cabeça não pensa..."
resposta do auditório: o corpo padece!"

O ditado popular era acionado por Silvio com frequência quando apresentava o Passa ou Repassa, em 1987. Todas as vezes em que os participantes não sabiam as respostas e eram obrigados a cumprir a prova para ganhar os pontos motivavam o Patrão a soltar a frase.

"Ai, ai, ai... ai, ai, ai!"
Usada em tom malicioso nos anos 70 e 80, essa série de interjeições suspirosas era um precursor do atual "Ai, ai, ai, ui, ui!", dito diante de uma mulher bonita ou em trajes sumários.

"Como é que está o Brasil de gente que já ganhou na Tele Sena, como é que está?"
resposta do auditório: "Assim, ó!" (acompanhada de gesto indicando grande quantidade)

Uma pergunta retórica para demonstrar grande quantidade de alguma coisa. A resposta do auditório é sempre imediata e automática. Geralmente a frase se refere à premiações, mas também pode ter outras aplicações, como por exemplo: "como é que está o Brasil de mulher querendo namorar o Sidney Magal, como é que está?"

"Quem tem..."
resposta do auditório: "Tem!"
"E quem não tem?"
resposta do auditório: "Não tem!"
"E o (nome) tem ou não tem?"
resposta do auditório: "Tem!"
"E como tem!"

Também usada para indicar premiações para algum participante, mas que pode ter outras aplicações.



"É ele? Eu só acredito..."
resposta do auditório: "Vendo!"

Silvio Santos dá uma de São Tomé. Geralmente era usada em mini-jogos de adivinhações, nos programas de prêmios.

"É ele? Eu acho que não!"
resposta do auditório: "Eu acho que sim!"

Semelhante ao esquema anterior, esse jogo de frases também era usado para fazer suspense ao anunciar convidados do programa, nos anos 70 e 80. No LP Silvio Santos e Suas Colegas de Trabalho, de 1974, na faixa que traz a música Silvio Santos vem aí, há um registro dessa brincadeira: "É o Silvio Santos? Eu acho que não!"

"É ou não é?"
Frase que podia ser usada tanto junto das frases anteriores como separadamente, sempre com finalidade de provocar suspense em alguma brincadeira ou concurso realizado no programa.



"Caixinha, Lombardi!"
resposta do Lombardi: "Obrigado!"
resposta do auditório para Lombardi: "Puxa-saco! Puxa-saco!"

Na última fase do Tentação, Lombardi e Silvio formavam um time que apostava contra o auditório as respostas das perguntas do programa. Cada pergunta valia dez reais e sempre que ganhavam das colegas de trabalho, Silvio e Lombardi comemoravam a entrada de dinheiro na "caixinha", acompanhados de ruídos de moedas, inseridos pelo operador de áudio Aguinaldo de Barros e do coro de "puxa-saco" do auditório para o escudeiro de Silvio, Lombardi.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Atenção:

Comentários anônimos poderão ser excluídos.

Os comentários são moderados. Os editores se reservam ao direito de excluir comentários ofensivos, injuriosos, agressivos ou não condizentes com a postura editorial e a proposta deste blog.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

As mais lidas