Este site é desenvolvido por entusiastas e admiradores do artista Silvio Santos e não possui nenhuma ligação com empresas do Grupo Silvio Santos.

31 de dez de 2011

Feliz 2012


O Baú do Silvio deseja a todos um feliz ano novo! Seguiremos com a série Top 8 - SBT 30 anos e com muito mais novidades no blog em 2012.

(clique na imagem para ampliá-la)

11 de dez de 2011

Versão brasileira, Silvio Santos

A televisão americana, mais antiga e experimentada que a nossa, sempre foi fonte de inspiração para as emissoras nacionais. Seus formatos jornalísticos, de variedades, de prêmios e de transmissões esportivas ganharam adaptações e imitações locais, adaptadas ao gosto dos brasileiros.

Silvio Santos, buscando inovar em seu programa de domingo, sempre procurou no exterior atrações interessantes para apresentar por aqui. Nem todas vieram dos Estados Unidos. O Gol Show original, por exemplo, era turco. O Arrisca Tudo era um programa italiano.

O Baú do Silvio mostra agora uma interessante comparação em vídeo entre diversos programas gringos e suas versões brasileiras apresentadas por Silvio Santos. Muitas delas se consagraram como sucessos absolutos; outras são desconhecidas do público de hoje. Vale a pena conferir.



PRICING GAMES

O The Price is Right e seus "pricing games" originaram muitas brincadeiras remontadas no Topa Tudo por Dinheiro. O clássico game show americano, o mais antigo do mundo ainda no ar e, talvez, o de maior sucesso de todos os tempos, teve sua versão nacional e dominical com Silvio, entre 82 e 84 e, depois, diária, com Christina Rocha e Mauro Zuckerman, na qual o público participava por telefone. Muitas de suas brincadeiras têm origem nas tradicionais gincanas de parques de diversões dos Estados Unidos.

The Price is Right é, talvez, o mais SBTista de todos os programas americanos. Quem assiste vê luzes, cores, gritaria e um animador divertido. Bob Barker, o Silvio Santos americano, apresentou o show, diário, desde sua estreia em 1972 até sua aposentadoria em 2007, aos 84 anos de idade. Passou o microfone para Drew Carey, que está no comando até hoje, quando o programa se aproxima da 40ª temporada e passou das 10.000 edições, sempre pela CBS.

O programa americano tem tanta cara de SBT e de Silvio Santos que, recentemente, quando a Record comprou os direitos, optou por fazê-lo seguindo o padrão europeu do formato, no qual os cenários não remetem tanto ao estilo do nosso Canal 4.

No vídeo acima estão diversos exemplos de provas do Topa Tudo adaptadas do americano, além da famosa roda gigante utilizada no original para classificar dois participantes à fase final, e que no Brasil ganhou uma prima encarregada dos sorteios da Tele Sena. Faltou apenas uma, o Plinko, por aqui conhecido como Rapa Tudo, mais uma prova do Topa Tudo por Dinheiro. Infelizmente não encontramos nenhuma gravação dela em nossos arquivos.

OUTROS FORMATOS

Namoro na TV - foi bastante modificado entre sua estreia pela Tupi em 1976 e sua saída no SBT, em 1988. O formato original era inspirado no The Dating Game, apresentado entre 1965 e 1973 por Jim Lange na ABC e criado por Chuck Barris (sim, aquele apresentador do Gong Show ao qual Silvio Santos sempre se referia no Show de Calouros).

Qual é a Música - Apresentado desde 1976, ficou no ar até 1991. Em 1999 voltaria ao ar numa versão reformulada. O famoso game show musical que consagrou Maestro Zezinho e transformou o performático Pablo em lenda imortal da TV nasceu no rádio americano, pelos microfones da NBC em 1952. Na TV ganhou diversas montagens mas aquela com luzes, cores e jeitão SBT de ser foi apresentada por Tom Kennedy entre 1974 e 1981.

Roletrando - todo mundo está careca de saber que o Roletrando antigo e o Roda a Roda atual são inspirados no Wheel of Fortune, no ar desde 1975 pela NBC. Fica só o registro.

Boa Noite Cinderela - marcou época e era exibido em horário nobre, pela Globo, quando surgiu em 1972. Sem o Boa Noite no nome, foi encerrado em 1987, mas sempre realizando os sonhos de uma das candidatas a princesinha do dia. Premiar crianças é sempre um forte apelo de audiência, mas antes Silvio também premiara donas de casa, num quadro intitulado Rainha por um Dia. Essa era a adaptação do Queen for a Day, programa de rádio americano de 1945, transportado para a TV pela NBC entre 1956 e 1964.

Passa ou Repassa - estreado em 1987, o game show entre estudantes era um formato do canal a cabo Nickelodeon, exibido entre 1986 e 1993 (época em que no Brasil nem se sonhava com TV por assinatura...). Com a passagem de bastão de Silvio para Gugu, o programa ganhou reformulações criadas aqui mesmo pelo apresentador loiro e sua equipe, tais como a famigerada Torta na Cara. Esse novo formato atualmente é registrado pelo SBT.

Ela Disse, Ele Disse - colocar frente a frente casais famosos para testar os conhecimentos de um sobre o outro é um esquema muito batido. Todo mundo já fez isso um dia na televisão. Mas esse formato se diferenciava com os monitores de vídeo nos quais apareciam os participantes dando as respostas, possibilitando mais dinamismo na apresentação. O original era o Tattletales, que a CBS exibiu entre 1974 e 1978.

Só Compra Quem Tem - quadro exibido entre fins dos anos 60 até meados dos 70, pela Globo. Silvio Santos comandava o jogo de perguntas e respostas e, ao final de cada rodada, com o dinheiro acumulado, os participantes poderiam tentar "comprar" os prêmios oferecidos por valores muito baixos anunciados por Lombardi. Era a versão nacional do Sale of the Century, produzido pela NBC entre 69 e 74.

Jogo das Famílias - estreou na Tupi em 79 e seguiu apresentado pelo SBT até 1984. Era a versão nacional do Family Feud, tradicional game show americano cuja versão original foi exibida entre 76 e 85 e, após idas e vindas, reestreou em 99 e permanece no ar. Em 2005, Silvio Santos adquiriu os direitos e relançou o programa com o nome original em inglês, ficando no ar por um ano. A primeira versão de Silvio reunia artistas; a segunda, famílias anônimas que se inscreviam, tal como no americano.

Corrida de Fórmula B - estreou na Tupi e seguiu no SBT até 1982. A corrida era de perguntas e respostas e envolvia adivinhação e aposta com cartas de baralho. O "Fórmula B" do título sempre foi um mistério, talvez relacionado ao B do Baú, quem sabe? Teve um remake em 1996 chamado Jogo do Mais ou Menos. O original era o Card Sharks, apresentando entre 78 e 81 por Jim Pery na CBS.

Arrisca Tudo - atração de perguntas e respostas lançada em 1976 dentro do PSS, ainda exibido pela Globo. O final foi exibido já na Tupi. Em 1985 houve uma nova versão já no SBT. Embora fosse um game show, dessa vez não veio dos EUA, mas da Itália. Apresentado entre 70 e 74 pela RAI, era chamado de Rischiatutto.

Passe a Palavra - o Hot Hot Hot tinha um formato "container", assim como é hoje o PSS. Dentro dele entravam mini-quadros como o Passe a Palavra. Quem assistisse hoje acharia que se tratava de uma versão simplificada do Megasenha da RedeTV. E era mesmo. O original chamava-se Password, apresentado de 1961 a 67 pela CBS. A RedeTV adquiriu os direitos e montou uma superprodução, mas Silvio Santos provava que não era necessária tanta parafernália em volta de uma brincadeira tão simples. Uma mesa, duas cadeiras e estava tudo bem resolvido.

Xaveco - apresentado originalmente com o nome de Se Rolar...Rolou pelo SBT em 1996, esse programa de namoros foi inspirado no Singled Out, formato da MTV Americana, por lá exibido entre 1995 e 1998. Moderninho, Silvio se rendeu ao estilo jovem do canal americano mas passou o bastão para Celso Portiolli comandar esse programa.

Cuidado com o Chacal - quadro de calouros apresentado dentro do Hot Hot Hot (1994-95), no qual o jurado e carrasco era um sujeito encapuzado munido de uma temida trombeta. A inspiração era o personagem idêntico apresentado no programa Sabado Gigante, de Don Francisco. Esse lendário programa latino concorre com o próprio Programa Silvio Santos para saber qual deles é o mais antigo da história da TV mundial ainda em exibição com o mesmo apresentador!

Ufa! Não fosse Silvio Santos nenhum desses formatos teria chegado a nós e nem mesmo teriam se consagrado como grandes sucessos da nossa televisão. Claro que nem todos os formatos eram bons, como o caso do Quem Manda é o Chefe, cujo original, Weakest Link, era apresentado por Anne Robinson na BBC. Cá entre nós, a entediante e chatíssima apresentadora britânica, vencedora de um prêmio de mulher mais rude da TV. Dispensável a adaptação brasileira, ainda mais porque Silvio nunca se prestou ao papel de ser um anfitrião chato.

CONCLUSÃO

Silvio Santos disse: "nosso programa é diferente, nós usamos um jeitinho brasileiro e colocamos nosso molho". É verdade.

Silvio sempre procurou diferenciar suas atrações de outras semelhantes, ora dando mais prêmios, ora possibilitando mais chances. Não são raras as vezes em que Silvio, percebendo ser difícil alguma prova de seu programa, alterou as regras para que o participante conseguisse ganhar.

Muitos podem criticar Silvio Santos pelo fato de ter sempre gostado e apostado em algumas fórmulas estrangeiras. Mas não se pode negar que as versões brasileiras com Silvio Santos caíram no gosto do público. E provaram a versatilidade do Homem Sorriso, capaz de apresentar qualquer tipo de atração.


colaborou
Fernando Morgado

29 de nov de 2011

SBT 30 anos - Top 8 Game Shows*

1. Passa ou Repassa

Passa ou Repassa é, sem dúvida, um dos games-shows mais lembrados por quem passou a infância e a juventude assistindo ao SBT durante a década de 90. A princípio com o nome de Passe ou Repasse, com Silvio Santos, foi com o nome de Passa ou Repassa e espaço próprio na grade, que o programa ganhou grande notoriedade pelas suas provas bem divertidas e competição de perguntas e respostas para grupos de colégios. Gugu, Angélica e, por fim, Celso Portiolli transformaram a atração numa mania nacional, virando até produtos licenciados de brinquedos para crianças e CD’s para os jovens.

2. Corrida Maluca

Simultaneamente à época do Passa ou Repassa, Gugu Liberato investia em um novo formato que faria muito sucesso no final entre 1989 e 1991: era o Corrida Maluca. A proposta era parecida com a do Passa ou Repassa (série de provas para ganhar prêmios), mas as provas do Corrida Maluca, invariavelmente, honravam o título, sendo uma corrida contra o tempo para realizar provas, muitas vezes, bizarras, permeadas por charadas, perguntas e adivinhações para atrapalhar a concentração do participante.

3. Nações Unidas

Após o Corrida Maluca, mais um game ganharia corpo no SBT. Era a vez do Nações Unidas, com uma proposta muito parecida com a do Cidade contra Cidade, que veio da Tupi para o SBT com Silvio Santos. A diferença, é que os participantes representavam diversos países ao invés de cidades. As gincanas da competição sempre buscavam retratar a cultura desses vários países que disputavam. A duração, apesar de efêmera, com vitória do Japão, inclusive, não comprometeu o Nações Unidas de se tornar um dos games mais lembrados da história do SBT.

4. Cocktail

Muito antes das mulheres frutas tomarem conta dos bailes funk da TV brasileira, o SBT escandalizava os mais conservadores ao lançar o sensual game Cocktail, com Luiz Carlos Miéle, onde cada garota representava uma fruta, sendo chamadas de garotas tim-tim. O game entre um homem e uma mulher no palco resultava em striptease quase total dessas moças, que viraram campeãs de cartas (muitas delas apaixonadas, diga-se de passagem) dentro do SBT. Um ano depois de estrear, em 1992, a pressão por sua saída do ar foi aceita. Era o fim de um dos programas mais ousados do início da década de 1990.

5. Curtindo uma Viagem

Celso trouxe um pouco do Passa ou Repassa, programa que comandou em sua última e marcante fase e misturou com elementos de aventura e adrenalina. O resultado foi o Curtindo uma Viagem, programa de enorme sucesso no início dos anos 2000 no SBT, tendo sido exibido aos sábados e aos domingos à tarde. O programa apostava em provas mais bem elaboradas, inteligentes e em externas onde os participantes tinham que realizar disputas que colocavam o medo e a tensão dos participantes à prova, tudo isso em busca de uma viagem para algum lugar do planeta. Em 2007, o programa ganharia uma variação chamada Curtindo com Reais, exibido às sextas-feiras, sem grande sucesso.

6. TV Powww!

Muito antes da febre dos jogos computadorizados, o TV Powww! revolucionava a TV com um game onde o telespectador ligava e participava através do comando de voz (“Powwwww”) e assim acumulava pontos valendo prêmios em dinheiro. Ao longo da história do programa, vários apresentadores estiveram à frente do TV Powww!, dentre eles Christina Rocha, Mara Maravilha e Sérgio Mallandro. Também foi quadro do programa infantil Bozo. Os principais games disputados na atração foram Shooting Gallery, Moving Target, Sharp Shot e Space Battle. É considerado o primeiro game-show com essa interação telespectador ao vivo através do telefone da TV brasileira.

7. Fantasia

“É verão, é um sentimento na cidade... Fantasia, no ar”. Quando estreou, em 1997, o Fantasia fez um enorme sucesso de repercussão, chegando a fazer cair por várias vezes o sistema de linhas telefônicas em São Paulo devido ao congestionamento de ligações. Brincadeiras simples, como a da Batalha Naval, com a participação dos telespectadores, combinado com belas mulheres e musicais, marcaram sempre as 4 fases do programa (1997/1998, 1998/1999, 2000 e 2007/2008), que foi inspirado no italiano “50 Mulheres”.

8. TV Animal

A proposta do TV Animal não era 100% game-show. Além dos games, reportagens e pautas no palco faziam despertar no telespectador a consciência ecológica. Apesar disso, os games na atração ficaram marcantes, principalmente entre artistas testando conhecimento sobre animais, e, em especial, o sucesso do quadro Mão no Bicho, que teria vez em outros programas na casa, como o Domingo Legal. Assim como o Fantasia, o TV Animal passou por quatro fases diferentes com 4 diferentes apresentadores: Gugu Liberato, Angélica, Eliana e Beto Marden.


*Excetuados os programas apresentados por Silvio Santos

Por José Eustáquio Jr., do SBTpedia

20 de nov de 2011

SBT 30 anos - Top 8 programas que tiveram vida curta

1 - Você é o Jurado, com Supla (2007) - O programa era uma espécie de concurso de calouros, do tipo "vale-tudo", mas quem julgava os candidatos eram telespectadores, por telefone. Ratinho, que buscava um novo formato, comandou a atração entre março e agosto de 2007. Em outubro de 2007, o programa reestreou, com apresentação de Supla. Essa nova versão durou pouco, bem pouco: apenas um programa foi exibido. A direção era de Caco Rodrigues. Gravado no Complexo Anhanguera.



2 - SBT Notícias (1995) - Tinha como proposta ser um jornalístico que revolucionaria o método de apresentação e condução dos telejornais no Brasil, com os âncoras andando pelo estúdio-redação. Substituiu o Jornal do SBT por 1 mês em dezembro de 1995, sob comando de Eliakin Araujo e Leila Cordeiro - Direção Marcos Wilson. Gravado no Centro de Produções Vila Guilherme.

3 - Fórum Popular (1998) - Um tribunal em que pessoas apresentavam seus problemas (geralmente de pequenas causas). A novidade ficava por conta do cenário em 360 graus e as câmeras permaneciam escondidas. Nem o público nem Ney Gonçalves Dias aguentaram o programa, que saiu do ar após 1 mês - Direção Albert Lewitinn. Gravado no Complexo Anhanguera.

4 - Como Funciona (1988) - Uma proposta excelente de desvendar os mais complexos centros de produção do país fora apresentada por 3 meses nas madrugadas de sexta em 1988. Com o saudoso José Roberto Rocha os telespectadores puderam conferir como funciona, entre outros assuntos, uma emissora de TV e a construção de um avião. O programa que mostrou o funcionamento de uma televisão é histórico, pois mostrou todos os bastidores do SBT, e suas imagens até hoje são aproveitadas em especiais da emissora. Direção Marcos Resende.



5 - Programa Silvia Poppovic (1990) - A renomada apresentadora e entrevistadora estreou na TVS em 12/03/90 com um programa de fórmula que já fizera sucesso na Rede Bandeirantes, de onde vinha. Com a concorrência da novela Pantanal, da Rede Manchete e a falta de tradição as segundas-feiras (o programa substituíra o humorístico Veja o Gordo - e "Hebe" ainda era exibido as terças), o programa saiu do ar em setembro devido a baixa audiência. Direção Carlos Franco / Marcos Resende. Gravado no Teatro Silvio Santos.



6 - First Class (1996)- Um talk show chic, elegante, para pessoas afins. Infelizmente a grande maioria não era assim. Marilia Gabriela, Augusto Nunes e Zé Simão viram sua (até boa!) proposta sair do ar em cerca de 3 meses após atingir baixíssimos níveis de audiência no horário nobre do SBT. Direção Ninho Moraes. Gravado no Complexo Anhanguera.



7 - Brava Gente (1996-97) - Um dos poucos casos que, com persistência, poderiam dar certo. O sitcom que retratava o dia-a-dia de uma família tipicamente paulistana e seus vizinhos, apresentado entre outubro de 1996 e comecinho de janeiro de 1997, com Marcos Caruso, Jandira Martini, Osmar Prado e Flávia Monteiro poderia ter dado certo e se consagrar na teledramaturgia da emissora. Direção de Roberto Talma e texto de Marcos Caruso e Jandira Martini. Gravado na produtora Fábrica de TV.

8 - Não Pergunta que Eu Respondo (1993) - Muita garganta para pouca graça. Foi o resultado da curta participação de Agildo Ribeiro no Sistema Brasileiro de Televisão. Com personagens pouco interessantes e fazendo entrevistas insossas, que, de engraçado só o sorriso amarelo dos entrevistados, não repetiu o sucesso do Cabaré do Barata, que Agildo apresentou na Manchete. Direção João Loredo. Gravado na Cidade da TV do Sumaré.



Você certamente deve se lembrar de outros programas que duraram pouco tempo na grade do SBT, não é mesmo? Vários deles não couberam na nossa lista. Comente!

15 de nov de 2011

Silvio Santos em 40 programas diferentes



Neste vídeo procuramos mostrar um pouco do que foram os quase 50 anos de carreira de Silvio Santos.

Aqui temos imagens de 40 programas e quadros diferentes apresentados pelo Homem Sorriso da TV Brasileira em emissoras como Tupi, Globo e, claro, SBT.

Os programas que aparecem no vídeo são:

1 SILVIO SANTOS DIFERENTE
2 SE ROLAR ROLOU
3 CIDADE CONTRA CIDADE
4 TELE SENA
5 QUAL É A MÚSICA
6 NAMORO NA TV
7 QUEM MANDA É O CHEFE
8 DOMINGO NO PARQUE
9 CORRIDA DE FÓRMULA B
10 TENTAÇÃO
11 EM NOME DO AMOR
12 HOT HOT HOT
13 NADA ALÉM DA VERDADE
14 ARRISCA TUDO
15 SUPER TRINCA
16 ELA DISSE ELE DISSE
17 JOGO DO MAIS OU MENOS
18 JOGO DAS FAMÍLIAS
19 FESTIVAL DA CASA PRÓPRIA
20 XAVECO
21 O PREÇO CERTO
22 EU COMPRO SEU TELEVISOR
23 JOGO DO MILHÃO
24 ROLETRANDO
25 BOA NOITE CINDERELA
26 FAMILY FEUD
27 ISTO É O AMOR
28 PRA GANHAR É SÓ RODAR
29 QUEM SABE MAIS, O HOMEM OU A MULHER?
30 DESAFIO DOS ALUNOS NOTA 10
31 GOL SHOW
32 GENTE QUE BRILHA
33 PORTA DA ESPERANÇA
34 RODA A RODA
35 SHOW DE PRÊMIOS
36 CASA DOS ARTISTAS
37 TOPA OU NÃO TOPA
38 MISS BRASIL
39 SHOW DE CALOUROS
40 TOPA TUDO POR DINHEIRO

Veja mais vídeos sobre Silvio Santos e o SBT em nosso canal no YouTube.

3 de nov de 2011

Silvio Santos e Bozo

Silvio Santos e Bozo foi um quadro infantil que abriu o Programa Silvio Santos durante o ano de 1982. De janeiro a dezembro daquele ano, o maior palhaço do mundo e sua trupe de personagens alegrava as manhãs de domingo, encenando esquetes, fazendo brincadeiras com a criançada e apresentando desenhos animados.



Como o cenário era o mesmo do programa diário do Bozo, Silvio Santos era uma espécie de "intruso" naquele ambiente. Mas mesmo assim se portava como cicerone e interagia com a Família Bozo com naturalidade (participavam Wandéko Pipoka como Bozo, Valentino Guzzo como Vovó Mafalda, Gibe como Papai Papupo e Pedro de Lara como Salsi Fufu, além dos fantoches Maroca, Macarrão, Candinha etc.), embora, evidentemente, fosse um "café-com-leite" nas armações e palhaçadas que eles aprontavam. O programa, podemos dizer assim, era um híbrido de Silvio e Bozo: começava com "Silvio Santos vem aí" e terminava com "Sempre Rir".

Depois deste quadro Silvio e Bozo poucas vezes contracenaram. Uma das mais lembradas ocasiões em que Bozo participou de algum programa de Silvio foi no Miss Brasil 1984, em que o palhaço fez uma aparição como padrinho da Miss São Paulo, Ana Elisa Flores, conduzindo a bela no palco.



No próximo domingo teremos mais uma oportunidade de ver estes dois personagens em cena. Silvio, satisfeito com o desempenho de Luis Ricardo interpretando novamente o Bozo na festa de 30 anos do SBT em agosto, convocou o ex-intérprete do palhaço para uma nova participação, desta vez no Jogo das 3 Pistas, contra Patati Patatá. Imperdível!



O Programa Silvio Santos com a participação do Bozo sequer foi ao ar, mas a repercussão já é grande. Luis Ricardo, intérprete do palhaço, foi entrevistado pelo UOL e declarou:

“Perguntei [ao jornalista] como chamava o Papai Noel: de Papai Noel ou pelo nome do ator que estava representando o papel. É a mesma coisa com o Bozo. Tenho muito respeito por esse encanto. O Luís Ricardo é um artista, um apresentador. O Bozo foi uma estrela, um sucesso, um ícone de uma geração”

“Como comecei muito cedo, quem era molecão hoje é pai, com filho de seis, sete anos. Então, eles pegam as crianças e querem colocar no meu colo, tiram foto. Dizem: ‘esse é o Bozo!’ É muito gratificante ouvir: ‘você fez parte da minha infância. Me ajudou a parar de chupar chupeta’. É o melhor troféu e pagamento nesses 30 anos de carreira”

“Os anos 80 foram uma época muito pura. No Bozo, não tínhamos desenhos de violência, como tem hoje em dia. Era Pica-Pau, Tom e Jerry, só água com açúcar. O Bozo mesmo era um palhação, que apaziguava as brigas entre a Vovó Mafalda e o Papai Papudo. Os saudosistas sentem falta dessa pureza, desse mundo atípico dos anos 80”

30 de out de 2011

O Silvio e Eu - com Rodrigo Romero

O Baú do Silvio entrevista mais um fã do Silvio Santos.


Rodrigo Romero é jornalista. Nasceu em Jacareí, interior de São Paulo, em 25 de janeiro de 1982. É repórter e apresentador da TV Câmara Jacareí desde novembro de 2008. Antes, estagiou na mídia impressa e trabalhou como assessor de imprensa.













Como começou a gostar do Silvio Santos?
Não me lembro da primeira vez que o vi na televisão. Se forçar minha memória, como muitos disseram aqui mesmo no blog, via os programas quando ia à casa de minha avó, Neyde. ‘Porta da Esperança’ e ‘Show de Calouros’ eram as audiências altas do domingo do SBT e lá estava eu sentado no sofá da minha avó. E eu odiava, porque, pensava, os programas eram demasiadamente demorados. Anos 1980 isto. Tempos se passaram e me acostumei a assistir o ‘Roletrando’, quando a atração era exibida de segunda a sexta-feira com patrocínios como Veja e Kolynos. Eu contava nove e dez anos aí. 1991 e 1992. Amava o programa por razões desconhecidas por mim. Talvez a roleta enorme, toda colorida. Ou a própria presença de Silvio Santos com os cabelos todos penteados para trás, com gel, brincando de forca como em seu primeiro programa na TV, em 1962.
A admiração vem, depois, pela figura do apresentador. Impoluta, reta, ordinária, parecendo sempre cumprir ordens do comandante do exército (o estilo de ele perguntar e esperar a resposta do auditório é um exemplo – ‘Vai ou não vai?’ / ‘Vaaaaai!’), esta imagem do Silvio Santos me cativou. Seu comportamento, idem. Suas recusas a entrevistas e idas a festas e aos holofotes fazia com que a sua aura fosse misteriosa para mim. Paralelamente a isso, programas como ‘Show do Milhão’, ‘Qual é a música’ e, sobretudo, ‘Topa Tudo por Dinheiro’ (que cavou para debaixo da terra o Cazé, então ex-MTV e na TV Globo – nove semanas a atração dele saiu do ar porque perdia todas as vezes para o ‘Peru que Fala’), se tornaram meus vícios dominicais entre 1999 e 2002.

Alguma pessoa te influenciou ou te incentivou a ser fã do Silvio?
Como respondi na questão acima, minha avó, mas sem ser intencional. Eu era bem criança mesmo. Só fui gostar de Silvio Santos mais tarde, quando comecei a estudá-lo, ler sobre ele etc. Uma observação que faço é que minha mãe, Eliana, já foi a uma gravação do programa dele na década de 1970. ‘A gente chegou cedo, levou lanches, e passou o dia lá vendo todos os programas dele’, ela me disse.

Qual programa predileto?
‘Show do Milhão’ e ‘Topa Tudo por Dinheiro’ ficam empatados. O primeiro porque reunia tudo o que aprecio: jogo de perguntas e respostas, participação do público e informação. O segundo porque nele SS se liberava para fazer qualquer coisa, desde escorregar de tobogãs, andar de velocípede infantil, e até cair naquele tanque de água, vídeo que acredito todos já se cansaram de ver, além de poder vê-lo dar aquelas risadas astronômicas quando assistia as câmeras escondidas. Às vezes, me matava de gargalhar mais pela risada do que propriamente a câmera escondida. Mas quero destacar uma partezinha para a abertura do ‘Programa Silvio Santos’, com a música ‘Silvio Santos Vem Aí’. Amo estes minutos. Virou um sacerdócio acompanhar aos domingos pelo menos esta abertura.

Você já teve algum problema por gostar do Silvio?
Não problemas, mas incômodos. Acima falei sobre assistir a abertura. Para tanto, quero que todos também assistam. Esses dias ocorreu uma situação engraçada: na hora em que coloquei no SBT e começou a tocar a música, todos em casa – meu pai, Silvio, minha mãe, meu irmão, Dannyel, e minha noiva, Silvia – começaram a abanar os braços como se tivessem pompons nas mãos para seguir a música e cantaram também. Foi bem bacana e engraçado.

Qual foi a maior alegria que Silvio Santos lhe proporcionou?
Sempre quando ele aparece aos domingos me alegra. Quando se propõe a dar entrevistas também. Tenho a impressão de que a figura dele de pessoa física ficou maior que o animador, em minha visão. Mas, claro, os programas são ímpares e SS é insubstituível na televisão. Lembrando que há livros sobre ele e em breve o filme.

E a maior frustração?
Dele diretamente não, porém tentei ir assistir à gravação do PSS. Liguei na emissora, mas o SBT tem como regra apenas moças no auditório, e disse que não seria possível. Só se eu participasse de um dos programas dele.

Qual foi a coisa mais interessante ou curiosa que te aconteceu por ser fã do Silvio?
Quando eu tinha uns nove, 10 ou 11 anos pedi ao meu pai que fizesse um microfone igual ao do SS. Tinha acabado de ganhar o jogo do ‘Roletrando’ e queria brincar a sério, sendo eu o apresentador. E não é que meu pai fez mesmo? Pegou papelão, recortou de acordo, pegou uma bolinha de isopor, enfiou-a num lápis e amarrou tudo num barbante para eu pendurar no pescoço. Pronto! Ali estava o meu microfone. E apresentei o meu ‘Roletrando’, com a participação do meu pai e do meu irmão, que na época tinha uns seis anos. Guardo isso até hoje.

Você conhece outras pessoas que gostam tanto do Silvio Santos quanto você?
Leandro, marido de minha prima Tatiana, diz que gosta. Mas não acompanha, lê etc. Adorar e saber tanta coisa como eu está difícil de achar em volta, por aqui. Em geral, a maioria considera SS brega, cafona, obsoleto. Não dou importância. Gosto dele.

Qual a influência de Silvio Santos na sua vida?
Miro a retidão de caráter, comportamento exemplar, seriedade, comprometimento. Faço de tudo para conseguir ter a mesma humildade. Pessoas com histórias de vida como a dele, que saíram vitoriosas dela, são raríssimas. E com o seu talento ainda por cima, não deve conseguir encher uma mão contando.

Para encerrar, um recado para os leitores do Baú do Silvio?
O blog é importante e bem feito. Acompanho sempre. Já me informei sobre assuntos que nunca imaginaria que um dia veria, como, por exemplo, acerca do microfone dele, além dos vídeos antigos, minhas paixões. Continue assim. Tem um fã em Jacareí.

23 de out de 2011

SBT 30 anos - Top 8 programas infantis



Confira no vídeo acima uma montagem especial para o dia da criança, Mara Maravilha e Maísa contam a história dos 30 anos de programação infantil do SBT. O texto base lido por Maísa é do redator Celso Lui.

A viagem no tempo mostra desde o Bozo, passando pelo Show Maravilha, o Oradukapeta com Sergio Mallandro, o Dó Ré Mi Fá Sol Lá Simony, o Show da Simony, o programa Mariane, a Festolândia, a Sessão Desenho, a Casa da Angélica até chegar ao Bom Dia e Companhia.

O que nós notamos ao analisar a história dos programas infantis do SBT é a criatividade, interatividade, inovação e a posição de vanguarda. Ao mesmo tempo em que a emissora sempre apostou na audiência do público mais jovem, cativando-o a se tornar seu fiel telespectador, acreditou em pratas-da-casa, como Luis Ricardo (o mais famoso dos Bozos), Mara, Sérgio Mallandro, Jacky Petkovic, Mariane, Eliana, Yudi e Priscilla.

1. BOZO



O lendário palhaço estreou seu programa em setembro de 1980 pela TVS do Rio e Record de São Paulo. No dia seguinte à inauguração do SBT fez sua primeira aparição no novo canal.

Apostando no sucesso do palhaço, em 1981 Silvio Santos renovou os direitos por mais dez anos. Bozo e sua família conquistaram as crianças e escreveram um capítulo memorável da história dos programas infantis no Brasil que, ao contrário do que muitos proclamam, não se resume à moças loiras cujo nome começa com xis.

A base do programa eram as brincadeiras e participações por telefone intercaladas com esquetes cômicas dos palhaços e desenhos animados que, por certo período, chegavam a ficar oito horas por dia no ar, ao vivo.

Eram redatores Willian Tucci, Gibe, Didi Oliveira, Magalhães Jr. e Sérgio Valezin. Dirigiram o programa Rick Medeiros, Emanoel Rodrigues, Rodolpho Scervino, Luiz Afonso Mendes, Flávio Carlini e Roberto Garcia

2. SHOW MARAVILHA



Um sol sorridente nasce entre as montanhas e no céu bem azul anuncia que a maravilha é ser criança, ter amigos e poder brincar. Assim era a abertura do Show Maravilha, programa exibido entre 1987 e 1994 com apresentação de Mara.

Sempre com elevada audiência, esse grande desfile de musicais, concursos, desenhos e brincadeiras agitou as tardes e depois as manhãs do SBT, tornando-se um dos principais produtos da emissora e um de seus líderes em faturamento. O carisma e a espontaneidade da apresentadora eram uma atração à parte e tornaram este programa inesquecível.

Foi um dos poucos programas a ter sido gravado em todas as unidades que o SBT possuía; em suas várias fases passou pela Vila Guilherme, Teatro Silvio Santos e pelos estúdios do Sumaré.

Redação de Willian Tucci, Enéas Carlos, Paulo de Carvalho, Edson Fernandes e Didi Oliveira. Vários foram os diretores: Flavio Carlini, Antonio Maria, Georgina Elvas e Mara. Direção executiva de Antonio Guimarães.

3. DISNEY CLUB



O SBT em 1997 fez uma parceria milionária com a Disney, Warner e Televisa para exibição de diversos conteúdos. Para exibição dos desenhos animados da empresa do Mickey, foi criado um programa inovador, mais do que uma mera sessão de desenhos.

Diego Ramiro, Leonardo Monteiro, Caique Benigno, Jussara Marques, Danielle Lima
e Murilo Troccoli interpretavam os personagens que integravam O CRUJ, Comitê Revolucionário Ultra-Jovem, que interferia no sinal da televisão e, através de uma transmissão pirata, transmitia os desenhos da Disney e passava suas mensagens e reivindicações, sempre com as palavras de ordem: "nós somos ultrajovens e merecemos respeito!".

Foram quatro temporadas, até 2001, que renderam diversos prêmios de melhor programa infantil. O programa passava no final da tarde, atingindo em cheio a garotada que chegava da escola.

Redação de Cao Hamburger e Cláudia Dalla Verde. Direção-geral Malu London e Cao Hamburger.

4. ORADUKAPETA



Sérgio Mallandro, o endiabrado jurado do Show de Calouros, era ídolo da garotada. E desse seu prestígio entre os pequenos veio a ideia de fazê-lo apresentador infantil: o único homem (sem contar os palhaços) a apresentar um programa para crianças, tradicionalmente comandado por mulheres. Era a Oradukapeta, diariamente arrepiando as manhãs, entre 1987 e 1990.

Dois quadros se tornaram parte do imaginário dos anos oitenta: a Porta dos Desesperados e a Hora do Pênalti, com o espalhafatoso goleiro Mallandrovsky. Em 1990 veio o convite para a Globo, e Mallandro se foi.

Em 1994, voltou para mais dois anos de travessuras, agora no comando do programa Sergio Mallandro, repetindo as brincadeiras do programa original e reforçado pela presença de Gibe, como Papai Papudo, e a Vila do Mallandro, um quadro semelhante ao programa Chaves, que contava com Dino Santana e Péricles Flaviano no elenco.

Redação de Willian Tucci. Direção-geral Wanderley Villa Nova e Samuel Oliveira Lima.

5. BOM DIA & CIA.



O programa ainda está no ar e tem uma longa história. Teve diversas fases bastantes distintas.

A primeira e mais reconhecida do programa foi formatada para crianças em idade pré-escolar, educativo e didático, tendo Eliana na apresentação. Ela ensinava pequenos trabalhos manuais, ensinava algumas continhas de matemática, palavras em inglês e curiosidades, com a ajuda do computador Flitz e do monstrinho Melocoton. Eliana comandou o show entre 1993 e 1998 (entre 1997 e 1998 o programa mudou de nome para Eliana & Cia.).

Com a saída de Eliana, Jacky Petkovic iniciou a segunda fase do Bom Dia, inicialmente mantendo a mesma base, mas em 2000 o programa teve o cenário e personagens reformulados, passando a contar com a ajudante-mirim Michelle e o extraterrestre Gugui.

A terceira fase durou dois anos. Entre 2003 e 2005 Jéssica Esteves e Cauê Santim passam a apresentá-lo. A estrutura foi simplificada ao máximo, e a dupla contava todo dia uma história, geralmente vestida de acordo com o enredo.

Uma quarta fase começa em agosto de 2005. As crianças Cássio Yudi Tamashiro e Priscilla Alcântara e a professora da dança Ítala Matiuzzo assumem o comando. Ítala deixa a atração um ano depois.

A quinta fase estreou em 2007, e está no ar até hoje. Yudi e Priscilla passaram a comandar ao vivo brincadeiras por telefone, similares ou idênticas às do Bozo, como "onde está o anel?", "jogo da memória" e "corrida de cavalinhos", premiando os telespectadores por meio de uma roleta, que se tornou famosa.

Maísa, um novo prodígio do SBT, também passou a apresentar o programa em 2009, retirando-se em 2011 para se dedicar à dramaturgia. Rebeka Angel, apresentadora mirim que entrava em cena vestida igual a Punky Brewster, também comandou a atração.

Podemos dizer que este, mais o Carrossel Animado com Patati Patatá, são os únicos programas infantis da TV brasileira na atualidade, já que as outras emissoras exibem apenas sessões de desenhos animados.

Foram muitos os diretores: Milton Neves, Flávio Carlini, Hélio Chiari, Norberto Fonseca, Paulo Santoro, Galvão França, Malu London, Juliana Vieira e Silvia Abravanel.

6. DÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ SI



Inicialmente denominado Dó Ré Mi Fá Sol Lá Simony, este programa marcou a estreia badalada da ex-Balão Mágico Simony, grande fenômeno infantil da década de 1980. O cenário era grande, no estilo de um parque de diversões, com um carrossel. A apresentadora aparecia em cena saindo da boca de um enorme gato no fundo do palco.

Desenvolvido e dirigido pelo artista plástico e compositor Elifas Andreato, tinha como foco a preservação ambiental e a ecologia, e focava nos bons ensinamentos às crianças. Palhaço Gargalhada (Ney Abreu), Fada Cordélia (Mayara Norbin), Professor Osório (Luiz Ramalho), Mímico Charlito (Joel Rocha) e o boneco Papagaio Alvarenga (Roberto Alvarenga) compunham o elenco.

Simony comandou o show entre 1988 e 1989, saindo para comandar o Show da Simony. Para seu lugar o SBT encontrou uma adolescente loirinha chamada Mariane, que assumiu o comando até julho de 1990, quando o programa acabou.

Mariane e Simony se apresentavam também como cantoras e executaram diversas músicas que, uma pena, nunca foram lançadas em disco. Simony cantou, por exemplo, Velha Roupa Colorida e Como Nossos Pais; Mariane apresentou diversas faixas do álbum Canção de Todas as Crianças, de Toquinho.

Redação de Magalhães Jr e Willian Tucci. Direção-geral e Criação de Elifas Andreato. Direção-executiva de Roberto Garcia.

7. MARIANE



Encerrado o Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si, Mariane estava em ascensão e ganhou um programa com seu próprio nome. Foi feito um concurso por cartas para escolha do nome do novo programa, mas prevaleceu a simplicidade: o nome da apresentadora.

Basicamente, o programa tinha como pretexto uma competição semanal entre colégios, com gincanas e brincadeiras. Mariane deslanchou e por diversas vezes atingia a liderança de audiência batendo o Xou da Xuxa. Com sua bela voz, carisma e desenvoltura, Mariane marcou presença com seu show entre 1990 e 1991.

O programa tinha redação de Willian Tucci e direção de Flávio Carlini (às vezes creditado como Flávio A.R. Carlini).

O diretor Flávio Carlini, inclusive, deu as caras num programa especial de aniversário, apresentado direto do switcher do Sumaré, em que Mariane mostrou uma série de erros de gravação e bastidores do programa.

8. SESSÃO DESENHO NO SÍTIO DA VOVÓ



O SBT teve muitas sessões de desenhos animados, com ou sem apresentadores. Bozo e Eliana comandaram algumas versões bastante simples, que consistiam em meras "cabeças" nas quais comentavam e anunciavam os desenhos, com uma câmera fixa e cenário quase inexistente. Porém, esta versão com apresentação de Vovó Mafalda, interpretada por Valentino Guzzo, foi mais interessante.

Vovó Mafalda, órfã da família Bozo, que saíra da tela em 1991, ganhou seu próprio programa em 1994. Ambientado num sítio, a velha ficava sentada em sua cadeira de balanço, na varanda, e conversava com o Mixilim, um boneco que era o seu neto, manipulado por Edilson de Oliveira.

Dando bons conselhos às crianças, lendo cartinhas e ensinando brincadeiras daquelas bem típicas do interior ou de antigamente, Mafalda levava a calma, tranquilidade e simplicidade da roça para as manhãs do SBT.

No ar até 1997, foi o primeiro programa a ser gravado em estúdio no Complexo Anhanguera. Tinha direção-geral de Valentino Guzzo.

Não podemos encerrar este Top 8 sem fazer a justa homenagem e saudação a todos os diretores, redatores e produtores destes grandes sucessos. Infelizmente não conseguimos citar todos. Fazemos uma especial saudação a Luiz Afonso Mendes, diretor geral do núcleo infantil entre 1988 e 1991, responsável por 12 horas diárias da grade no período considerado o auge da programação infantil do SBT; e para Silvia Abravanel, que assumiu a direção do núcleo infantil e está à frente do sucesso de Patati Patatá, Yudi, Priscilla e Maísa.

22 de out de 2011

Acompanhe o Teleton 2011

O SBT disponibilizou especialmente para o Teleton o sinal da emissora pela internet. Acompanhe e faça sua doação.

17 de out de 2011

Exposição SBT 30 anos em São Paulo vai só até o dia 24


O muBA – Museu Brasileiro de Belas Artes, lançou no dia 24 de agosto, a exposição "SBT 30 anos", que reúne um acervo inédito com o melhor do arquivo de vídeos, fotos, objetos de cena e figurinos originais da emissora.

A mostra ficará em cartaz até 24 de outubro, celebrando os melhores momentos da trajetória de 30 anos de uma das maiores emissoras de televisão do país, por onde passaram e se encontram grandes ícones da TV brasileira.

Organizada pelo SBT e pelo muBA, a exposição cenográfica e multimídia é dividida em 7 ambientes: Dramaturgia, Jornalismo, Programas de auditório, Shows, Humor e Realities, Infantis e Institucional - que apresentam a trajetória da emissora fundada em 1981 por meio de programas de TV, documentos, objetos, cenários e fotografias.

A curadoria da exposição é de Levy Fioriti, pesquisador que estuda a história de Silvio Santos e a trajetória da emissora há mais de dez anos. "A gente quis fazer uma exposição que fosse interativa e com objetos originais dos programas para deixar o mais real possível", disse o curador.

EXPOSIÇÃO SBT 30 ANOS
Organização: Museu Belas Artes de São Paulo - muBA
Local: Museu Belas Artes de São Paulo - muBA - Sede
Endereço: Rua Dr. Álvaro Alvim, 76 - Vila Mariana - São Paulo - SP
Visitação: até 24/10 - segunda à sexta das 9h às 21h, sábados das 9h às 16h e fechado aos domingos e feriados
Entrada gratuita

9 de out de 2011

SBT 30 anos - Top 8 Seriados Familiares

Hoje no Top 8 apresentamos oito seriados familiares e/ou infanto-juvenis.

1 - Punky, A Levada da Breca (Punky Brewster)

O segundo seriado infanto-juvenil de mais sucesso da história do SBT (atrás de Chaves e Chapolin) teve apenas suas duas primeiras temporadas, produzidas pela NBC, exibidas pela emissora entre 1986 e 2002, com versão brasileira Maga, dublada nos estúdios da própria TVS. A história da garota Penélope "Punky" Brewster (Soleil Moon Frye) abandonada por seus pais que encontra um velho rabugento (George Gaynes) de grande coração comoveu crianças de todo o país que desejavam ter um cão labrador, uma amiga inteligente, um atrapalhado e outra esnobe, vestir uma roupa colorida e juntar a todos e os levar para a casa da árvore. O SBT também exibiu com muito sucesso o desenho animado inspirado na série.
Para os brasileiros, a série começa com Punky conhecendo o velho Artur (no original, Henry) e Artur conseguindo sua custódia temporária; termina com uma saga de cinco capítulos nos quais Punky é tirada de Artur, mas no final ele conquista a guarda definitiva da menina. As duas temporadas seguintes são inéditas no Brasil foram produzidas pela Columbia (que na época pertencia à Coca-Cola), após o cancelamento da série pela NBC, e mostram aventuras da Punky já pré-adolescente. A série fazia parte do pacote de produções da NBC que o SBT adquiriu, do qual também se destacaram Miami Vice e Esquadrão Classe A. A Band adquiriu recentemente os direitos das duas primeiras temporadas do seriado mas o redublou, causando rejeição do público. (Lançado em DVD nos EUA)

2 - Blossom

A garota interpretada por Mayim Bialik que passou da pré-adolescência para a fase adulta em frente as câmeras se aproximou dos telespectadores com seus dilemas da juventude e sua turbulenta adolescência. Seu irmão mais novo nada inteligente (com seu bordão "uou"), sua melhor amiga de palavras e pensamentos rápidos e seu irmão mais velho descolado e conselheiro pareciam estar dentro das casas dos telespectadores entre 1997 e 2004. Seu pai músico boêmio e seu avô baderneiro também levavam o público aos risos!
Nos Estados Unidos, as 5 temporadas foram exibidas entre 1991 e 1995 pela NBC. A série chegou aqui pela Buena Vista, distribuidora pertencente à Disney. (Primeira e segunda temporadas foram lançadas em DVD)

3 - Três é Demais (Full House)

Full House Intro por HatakTRAILERS
A casa cheia de gente foi palco de uma divertida série em que Danny, um jovem pai viúvo, conta com a ajuda do cunhado roqueiro Jesse e de um amigo comediante, Joey, cuida das três filhas, DJ, Stephanie e Michelle, e lida com seus diferentes problemas de vida. Com o tempo, novos personagens são introduzidos, como a desagradável vizinha Kimmy e a namorada e futura esposa de Jesse, Rebecca.
A série marca a estréia das famosas gêmeas Olsen, que se revezavam na gravação da personagem Michelle. O bordão de Stephanie (Jodie Sweetin) "How rude" (Que grosseria!) virou mania dentre os telespectadores. O ator Bob Saget, que interpretava o patricarca Danny Tanner, foi apresentador da versão americana de 1 Contra 100.
O SBT exibiu o seriado entre 1999 e 2005, que fazia parte do pacote de atrações da Warner. Nos Estados Unidos, as 8 temporadas foram produzidas entre 1987 e 1995 e exibidas pela ABC. (Lançado em DVD nos EUA)

4 - Um Maluco no Pedaço (The Fresh Prince of Bel Air)

Will Smith chegou ao estrelato com o seriado que mostrava a contrastante diferença de classes sociais nos Estados Unidos, entre um morador do Bronx (bairro da periferia de Nova Iorque) e uma família nobre de uma cidade do interior. Seus severos tios, sua fútil irmã e seu atrapalhado primo além do inteligente mordomo completam a saga do novo morador de Bel Air.
O SBT, entre 1999 e 2011, exibiu as 6 temporadas da série, produzidas entre 1990 e 1996 pela NBC. (Uma coletânea foi lançada em DVD no Brasil)

5 - O Elo Perdido (The Land of The Lost)

A inacreditável (e um tanto inverossímil) saga da família que sai para um piquenique e embarca numa cachoeira para outro mundo, foi apresentada pelo SBT entre 1981 e 1988. Com seus efeitos especiais dignos dos anos 70, animação stop-motion e abuso de cromakey, as crianças se divertiam principalmente com as tiradas do monstrinho Chacka, que tornou-se amigo dos irmãos Will e Holly e seu tio Rick.
Nos Estados Unidos esta série de baixo orçamento e muita ficção fora produzida entre 1974 e 1977, em três temporadas, exibidas nas manhãs de sábado da NBC, horário tradicionalmente destinado à programação infantil. (Disponível em DVD no Brasil, mas infelizmente com uma nova dublagem)

6 - Clube do Mickey (Mickey Mouse's Club)

O programa educativo apresentava desenhos e adolescentes comandavam atrações como curiosidades científicas e investigações de reportagens de jornais e revistas. O SBT exibiu entre 1981 e 1985 a versão produzida pelos estúdios Disney nos EUA entre 1972 e 1977. Este programa é lendário na TV americana e teve diversas versões desde os anos 50. A última, na década de 1990, tinha como co-apresentadores estrelas teen como Justin Timberlake e Britney Spears. (Não disponível em DVD)

7 - As Visões da Raven (That's so Raven)

As confusões da adolescente paranormal que prevê o futuro,interpretada por Raven-Symoné, vão além das trapalhadas causadas por seu enorme coração e sua vontade de fazer o bem. Com a ajuda da amiga Chelsea e do colega Eddie, Raven ainda lida com o atrapalhado irmão Cory.
O SBT exibe a série desde 2009. Nos Estados Unidos teve 4 temporadas entre 2003 e 2007, produzidas pela Disney e exibidas pela ABC. (Disponível em DVD)

8 - Miss Banana (Going Bananas)
Um orangotango fêmea escapa do caminhão do zoológico e acaba sendo adotada pela família Cole. Roxana ganha superpoderes e ajuda a todos da família com seus problemas do dia a dia. Originalmente a série teve 1 temporada produzida em 1984 pelos estúdios Hanna-Barbera e exibida pelo SBT em 1995. (Não disponível em DVD)

2 de out de 2011

SBT 30 anos - Top 8 Seriados Adultos

8 - Família Soprano (2000-2003 e 2010)

Um dos seriados mais premiados da história da TV, Família Soprano teve seu nome destacado nas transmissões do SBT; A história girava em torno do mafioso Tony Soprano (James Gandolfini) que pra conseguir conciliar o comando da sua família e dos negócios sujos ele ia se consultar com a sua psicóloga, a Dra Jennifer Melfi (Lorraine Bracco). A série teve 6 temporadas estreou aqui no Brasil em 6 de dezembro de 2000, depois do Topa Tudo Por Dinheiro, permanecendo no ar por 3 anos e no ano passado, o SBT voltou a transmitir o seriado a partir da última temporada, que nos EUA foi em 2007.

7 - A Super Máquina (1982-1986)

A história moderna de um justiceiro, Michael Knight (David Hasselholf) que tinha como arma o seu carro, KITT (Pontiac Firebird) totalmente equipado com a melhor tecnologia da época (ele até conversava com o seu dono e piloto) para derrotar bandidos, era assim a história da A Super Máquina, sucesso absoluto do SBT nos anos 80, principalmente com a garotada; A empresa Glasslite se aproveitou e conseguiu a licenciatura de uma série de brinquedos do seriado, com destaque para o carro do programa, que foi hit de vendas na época.
O galã da série, David Hasselholf veio até o Brasil pra ser entrevistado por Gugu Liberato, no programa Viva a Noite direto das Cataratas do Iguaçu em 1986, pra divulgar a última temporada. Em 1984 venceu o Troféu Imprensa de Melhor Seriado da TV.

6 - O Super Herói Americano (1983-1984)

Um professor de alunos especiais, Raplh Hinkley (William Katt) recebe um presente de extraterrestres, uma capa de super herói com poderes fantásticos, mas só que ele perde o manual de instruções, com isso ele vai defender o mundo com o que sabe, sempre causando muitas confusões. Sucesso dos primórdios do SBT, a série se destacava pelo jeito atrapalhado do professor Ralph e o épico tema de abertura, a balada romântica Believe or Not, sucesso de Joey Scabury, que fez da música seu único hit, mas que ficou milionário com ele.

5 - Starman, o Homem das Estrelas (1988-1989)

Um alienígena humanóide se possui de um corpo de um fotógrafo morto, Paul Forrest ( Robert Hays) para ajudar o filho dele, Scott (Christopher Daniel Barnes) a encontrar a mãe desaparecida, a artista Jenny Harden, mas o agente da FBI Fox (Michel Cavanaugh)vai tentar impedi-los. Sucesso das noites de segunda no SBT, Starman foi oriundo do filme homônimo, de 1984, que ganhou vários Oscars e teve fama também na telinha.

4 - Esquadrão Classe A (1984-1986)

Uma equipe de ex combatentes da Guerra do Vietnã, trabalham como mercenários em busca de “serviços” como capturar policias corruptos, resgate, proteção entre outros,pra eles executarem em modos nada convencionais que eles aprenderam na Guerra.
Mistura de comédia com ação, a série foi um dos maiores sucessos da emissora, sempre transmitido ás sextas-feiras de noite, com destaque para dois integrantes da Equipe A, o malucão Coronel Hannibal (George Peppard) e do truculento B.A Baracus (Mr T), que fazia muita fama com a criançada pelo seu estilo brucutu mas agindo como um herói de quadrinhos.Sucesso da emissora nos anos 80, o Esquadrão também teve uma linha de brinquedos licenciados aqui no Brasil pela Glasslite. E venceu o Troféu Imprensa de melhor seriado da TV em 1985.

3 - O Homem que Veio do Céu (1985-1987)

Jonathan Smith (Michael Landon) é um anjo enviado por Deus para a Terra para ajudar as pessoas envolvidas em vários problemas, e nessa empreitada ele conta com a ajuda do seu parceiro, os ex policial Mark Gordon (Victor French). Com um tema bem dramático, a série foi um dos maiores sucessos da rede americana NBC, e foi vendido para diversos países, e a aceitação do público brasileiro foi imediato. O Homem que veio ao Céu brilhou tanto no SBT que foi indicado por 2 vezes ao Troféu Imprensa, em 1985 e 86.

2 - Miami Vice (1986-1990)

Dois policiais charmosos mas truculentos, James Crockett (Don Johnson) e Ricardo Tubbs (Phillip Michael Thomas) lutam contra traficantes e bandidos graúdos de Miami e também aproveitam o clima quente da cidade para praticar esportes e conquistar lindas mulheres.
O seriado fez muito sucesso aqui no Brasil, principalmente com a ala masculina, que se viam no estilo rústico, mas ao mesmo tempo sofisticado dos policiais, Don Johnson fez tanto sucesso que conquistou nada mais nada menos que a mítica cantora Barbra Streisand, e ficaram casados por muitos anos.Como resultado desse sucesso, a série ganhou 2 Troféus Imprensa como seriado do ano em 1986 e 1987. Na emissora de Silvio Santos a série foi exibida até 1990, quando a Globo conseguiu comprar por uma bagatela milionária os direitos da série.

1 - Pássaros Feridos (1985,1987,1990 e 2000)

A grande sacada de Silvio Santos em questão de séries para o SBT, em 1985 a Globo transmitia a novela de maior audiência de todos os tempos, Roque Santeiro e na novela tinha um começo de romance entre o Padre Albano (Claudio Cavalcanti) e Tânia (Lidia Brondi), mas era tudo efêmero; O animador comprou um grande sucesso dos EUA, e anunciou no Show de Calouros antes da estréia “Nessa série vocês vão ver finalmente o verdadeiro romance de um padre com uma moça, logo após a novela das 8 da Globo”. Com esse marketing eficiente, ficou tudo fácil para o SBT mostrar a história de um padre Ralph de Bricassart (Richard Chamberlain) que ficava em dúvida se ficava com a fazendeira Maggie (Rachel Ward) ou conquistava o sonho de ser cardeal. Com 4 capítulos, a série derrubou a Globo, numa vitória histórica para o SBT, acachapantes médias de 45 pontos por noite.
O sucesso fez com que Pássaros Feridos fosse reprisado diversas vezes, a última em 2000, sempre com grande êxito, grande parte do sucesso foi graças ao ator Richard Chamberlain, que fez muito sucesso no Brasil com Dr Kildare, exibido na Excelsior nos anos 60, que fez um padre sedutor, inteligente e ambicioso, e também com boas doses de cenas de sexo entre o padre e sua amada, a fazendeira Maggie.

por Jorge Monteiro

28 de set de 2011

Falando sério novamente



Ganhou repercussão recentemente vídeo que postamos há alguns meses da cena em que Jô Soares, ao receber o Troféu Imprensa de melhor humorista, em 1988, faz um discurso criticando a conduta da Rede Globo de Televisão e de seu superintendente José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni.

Especialmente após ser descoberto pelos jornalistas Altamiro Borges e Marco Aurélio Mello, a cena também foi parar nas páginas virtuais do Observatório da Imprensa e no blog do Paulo Henrique Amorim, jornalista da TV Record.

O vídeo foi mencionado nos programas Roda Viva e De Frente Com Gabi e por Mauricio Stycer em seu blog no UOL. O Pânico na TV reproduziu imagens do vídeo durante uma reportagem sobre o lançamento do Livro do Boni.

Gostaríamos de ressaltar que este blog O Baú do Silvio é apartidário e que os comentários e manifestações contrárias à Rede Globo, ao Jô, ao Boni e mesmo ao próprio Silvio Santos não condizem necessariamente com a opinião dos blogueiros. Nossa intenção não é criar (ou reviver) polêmicas e somente fazer o resgate de momentos históricos e importantes da televisão brasileira, especialmente aqueles que se passaram na telinha do SBT.

O Baú do Silvio é movido pela memória afetiva dos telespectadores e profissionais de comunicação. Todo o conteúdo aqui publicado, ainda que possa ser utilizado com outros vieses que fogem de nossa alçada, tem por escopo manter viva a memória da televisão do Brasil.

27 de set de 2011

Troca ou não troca

Silvio Santos se reuniu com José Celso Martinez Corrêa para resolver definitivamente o velho impasse relacionado ao terreno da Rua Jaceguai pertencente ao Grupo Silvio Santos, ao lado do Teatro Oficina.

Os dois, que mutuamente se admiram, mas que disputavam a construção de um centro comercial (Silvio Santos) e a ampliação do Oficina (Zé Celso) naquele local, decidiram fazer um troca: Silvio abre mão do espaço para o Teatro e Zé Celso, em troca, entrega um outro terreno noutro local para Silvio.

Durante a conversa cordial e amistosa, Silvio observou que deve ser o terceiro animador mais idoso entre os únicos octogenários da TV: Inezita Barroso tem 86 anos; Hebe, 82 (embora Silvio tenha dito 83) e o Homem do Baú completará 81 anos em dezembro.

26 de set de 2011

Peço demissão!

Mais uma cena surpreendente de Silvio Santos achada em nossos arquivos.

Numa edição do Qual é a Música em 1989, Silvio, no meio de suas costumeiras palhaçadas, finge irritação e se demite do programa, tirando o microfone e abandonando o palco.

19 de set de 2011

SBT 30 anos - Top 8 temas de abertura

Hors concours: Programa Silvio Santos
“Agora é de alegria...”. Essa sem dúvida é o hino do domingo, que anunciava o começo de várias horas de diversão e alegria. Sem dúvida é a mais marcante e melhor abertura dentre os programas do SBT!



(Archimedes Messina)
Agora é hora de alegria
Vamos sorrir e cantar
Do mundo não se leva nada
Vamos sorrir e cantar
Lá, lá, lá, lá/ Lá, lá, lá, lá/ Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá
Silvio Santos vem aí, olê, olê, olá (3x)
Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lááá

1 - Chaves
“Aí vem o Chaves, Chaves, Chaves...”. De manhã, na hora do almoço, no fim da tarde e vários horários você pode ouvir esta clássica canção acompanhada de uma contagem regressiva para início do seriado com a reprise mais duradoura da TV. Segundo o seu criador, Mário Lúcio de Freitas, é a música que mais vezes foi executada na televisão.



(Mário Lúcio de Freitas)
Aí vem o Chaves, Chaves, Chaves
Todos atentos olhando pra TV
Aí vem o Chaves, Chaves, Chaves
Com uma historinha bem gostosa de se ver (2X)
A Chiquinha é uma gracinha
Relincha tanto quando vai chorar
E o Seu Madruga sempre muito calado
Não abre a boca só pra não brigar
O Professor Girafales e a Dona Florinda
Se gostam tanto mas casaram nada ainda
E tem o Kiko com a bochecha toda inchada
E é para o Chaves o rei da palhaçada (2x)
Aí vem o Chaves, Chaves, Chaves (Tô chegando!)
Aí vem o Chaves, Chaves, Chaves

2 - Topa Tudo por Dinheiro (PSS)
“Quem que dinheiro?!”. Dessa vez não falarei da famosa “Ritmooooooooo/É ritmo de festaaaaaaaaaaaaaaaa!”, mas de outra que ficou marcada no Programa de Silvio Santos que é a hora em que as letras que formam o logotipo da atração correm “com medo” da moeda. A trilha de nome “Banjo Billy” foi utilizado no episódio em que Chapolin se aventura em Acapulco.



3 - Domingo Legal (PSS)

"E ô, E ô/ Domingo Legal!” São poucos os que se lembram da letra desta abertura, porém para quem acompanhava o Domingo Legal nos tempos do Gugu, deve ter na memória o som instrumental dela já que a mesma tocava durante o programa todo como som de fundo. O jingle, se assim podemos chamar, refletia muito bem a proposta da atração. Digamos que durou pouco tempo, pois ainda em 1993 o Gugu lança o sucesso “Pintinho Amarelinho” servindo de abertura, ficando apenas o som instrumental.



Chegou a hora
Chegou a hora
Vamos fazer uma grande festa!
Energia total, alegria geral!
Vamos fazer...
...Um Domingo Legal!
E ô, Eô
Domingo Legal!
E ô, Eô
Domingo Legal!
ô ô ô ô ô
E ô, Eô
Domingo Legal!
E ô, Eô
Domingo Legal!
Hoje é domingo
Pé de cachimbo
Vamos fazer uma grande festa!
Energia total, alegria geral!
Vamos fazer...
...Um Domingo Legal!
Domingo Legal!

4 - Em Nome do Amor (PSS)
“Quando a solidão aperta...”. No domingo do patrão havia espaço para o amor seja na forma de namoro, perdão ou homenagem. O tema de abertura é “inspirada” no programa espanhol “Lo que necesitas és amor” da emissora Antena 3 apresentado para Espanha entre 1993 e 1998. Não digo que o programa em si foi inspirado também na atração de lá, pois os quadros já haviam sido feitos pelo Silvio antes mesmo da criação do Em Nome do Amor. Fora isso é uma abertura marcante na história do SBT.



Quando a solidão aperta
Chega o tempo de recomeçar
Sempre existe o perdão
E uma nova razão
Para sonhar
O que você precisa é o amor!
Tudo é lindo Em Nome do Amor
Todos nós necessitamos
Vem com a gente Em Nome do Amor

5 - Programa Hebe
“Hebe, Hebe! Uma estrela no ar...”. A dama da TV assim que chegou ao SBT teve uma abertura que condizia com o título que ostenta, só eu a trilha mais famosa veio no fim dos anos 80, desta vez quase toda instrumentada, em 1996 o programa ganharia outra abertura agora sim somente em música instrumental que foi modificada ao longo do tempo. Esta também é uma criação de Mário Lúcio de Freitas.



(Mário Lúcio de Freitas)
Uma estela no ar!
Numa nova constelação
Hebe, Hebe
Sempre uma nova emoção
Hebe, Hebe
A vida na palma da mão
Um sorriso de criança
Olhar cheio de esperança
Hebe, Hebe
O amor em primeiro lugar
Hebe, Hebe
Uma estrela no ar!

Anos 90
Hebe, Hebe
Hebe, Hebe
Uma estrela no ar!
Hebe!

6 - Aqui Agora

“Um telejornal vibrante que mostra na TV a vida como ela é!”. O famoso telejornal Aqui Agora tinha uma trilha que era a cara do programa. A primeira era a mesma utilizada no telejornal argentino “Nuevediario”, pai do AA, que por sua vez já havia sido utilizada nos Estados Unidos pela emissora KYW canal 3 da Philadelphia entre 1975 e 1976. O tema é o de Star Wars, composto por John Williams, mas numa versão da banda Enoch Light.
Interessante ver como a composição casou com o tema do jornal.



Em 1996 o Aqui Agora passaria por mudança desde o cenário, estilo de ancoragem, tempo de reportagens e trilhas, a partir de então uma versão suavizada do antigo tema foi criada por Mário Lúcio de Freitas sem perder o tom emocional e vibrante.

7 - Show de Calouros/Variedades (PSS)
“Lá, lá, lá, lá, lá ...”. O quadro mais duradouro dentro do Programa Silvio Santos, ficou na memória dos brasileiros também pela sua abertura que nada mais era que a nota musical Lá repetida 122.999 vezes para anunciar o Patrão, os jurados e por último o Lombardi, simples porém empolgante, antes dela haviam outras duas, a primeira ainda no fim dos anos 80 que dizia “Lê, lê, Lê/Lê, Lê, Lê/O Fulano não pode parar!” e a segunda do início da mesma década “O Fulano é coisa nossa(2x)/Mas que vai, vai! Mas que vai, vem!(2x)”.

Nos anos 90 quando o Show de Calouros virou Show de Variedades a abertura ficou sendo a música “Shalom” gravada por Silvio e cantada diversas vezes durante a entrada dos jurados.









Veja a letra do Show de Variedades

Que seja mais esse dia
Todo de amor e alegria
Que seja mais esse dia
Todo de amor, amor, amor e alegria

8 - TJ Brasil
“Boa noite! Essas são as manchetes do TeleJornal Brasil”. O jornal televisivo que revolucionou padrões tinha uma abertura a altura, ao longo do tempo variando entre o suave e o radical, a trilha anunciava que era hora de informação e opinião na tela do SBT. Foi mais uma criação de Mário Lúcio de Freitas.




Homenagem
Ao fim deste Top quero deixar minha homenagem ao criador da maioria das aberturas/temas aqui citados, Mário Lúcio de Freitas, que permaneceu no SBT entre 1981 e 1996 criando o som que o telespectador da emissora ouvia nos programas, sons esses que ficaram na memória de muitos e são lembrados até hoje. Numa entrevista, Mário disse que era chamado às pressas para compor uma abertura e fazia isso em cima da vinheta gráfica, sem muito tempo para pensar, era pá pum! E ficava ótimo. Talvez você não saiba, mas o trabalho do Mário Lúcio fez parte da sua vida, assim como fez e faz até hoje da minha. Obrigado pela obra tão bela de ser ouvida, eu enquanto admirador da televisão brasileira te agradeço grandemente.


por Jorge William

11 de set de 2011

O Silvio e eu - com Cacá Barbosa


Cacá Barbosa é um pernambucano radicado na Paraíba desde 2005, tem 33 anos, é radialista desde 1997, apresenta um programa musical na Rádio Paraíba FM e segunda a sexta, das 15 às 18h e é responsável pela programação musical mesma emissora, que em João Pessoa (PB) pode ser sintonizada através da frequência 101,7 MHz, ou na internet através do site http://www.radioparaibafm.com.br. Também mantém um site com notícias sobre tecnologia, o LinkPB.

Como você começou a gostar do Silvio Santos?

Nem eu mesmo sei. Fui filho único até meus sete anos (entre 1978 e 1985), minha babá foi a televisão e sempre via aquele cara de voz marcante, bem vestido e com um negócio engraçado pendurado no pescoço fazendo todo tipo de jogos e brincadeiras, sempre com muitas luzes e muitas cores. Acho que foi isso que me fez prestar mais atenção nele.

Alguma pessoa te influenciou ou te incentivou a ser fã do Silvio?


Incentivado não. Acho que acabei sendo induzido, pois como já disse, a TV era a minha grande companheira até meus sete anos de idade. Mas o fator decisivo pra mim enquanto fã e aluno desse grande mestre, foi ter lido "A Fantástica História de Silvio Santos", livro escrito pelo saudoso Arlindo Silva.

Qual programa predileto?

Não tenho um, mas vários programas prediletos. Gostava do Qual é a Música?, Roletrando, Tudo por Dinheiro, Domingo no Parque, Ela Disse Ele Disse, Jogo das Famílias, Show de Calouros e mais recentemente Show do Milhão.

Você já teve algum problema por gostar do Silvio?

Graças a Deus não. Apenas algumas pessoas disseram que eu era brega por gostar dele (risos). Mas hoje justifico dizendo que além de admirá-lo como apresentador, eu o tenho como um mestre, pelo grande comunicador que o é. Aprendo muito assistindo aos seus programas.

Qual foi a maior alegria que Silvio Santos lhe proporcionou?

Em 1988, durante uma edição especial do Show de Calouros, que marcava o retorno do Sílvio após aquele problema grave na garganta, ele disse que planejava parar de fazer TV em no máximo cinco anos. Minha maior alegria foi ver que 23 anos depois o Homem do Baú não cumpriu a promessa e aos quase 81 anos continua firme e forte alegrando os domingos dos brasileiros.

E a maior frustração?

Acho que é a frustração de inúmeros fãs do Silvio, que é não ainda tê-lo conhecido pessoalmente.

Qual a coisa mais interessante ou curiosa que te aconteceu por ser fã do Silvio?

Que eu me lembre nada.

Você conhece outras pessoas que gostam tanto do Silvio Santos quanto você?

Pela internet conheci o Hamilton (com quem tenho mais contato), o Jorge e o Levy (Página do Silvio Santos). Pessoalmente tenho vários colegas de profissão aqui Paraíba que o admiram e o tem como um grande mestre na arte de comunicar.

Qual a influência de Silvio Santos na sua vida?

Duas pessoas despertaram em mim o desejo de ser comunicador: Gugu Liberato e Silvio Santos. Na minha infância eu ficava na frente da televisão repetindo o que eles diziam e imitando os trejeitos de ambos, alimentando o sonho de um dia ser apresentador de televisão como eles, o que ainda não consegui realizar. Mas como Silvio começou como locutor, e eu sou apaixonado pelo rádio, acho que estou no caminho certo (risos).

Para encerrar, um recado para os leitores do Baú do Silvio?

Quero deixar um abraço a todos, que como eu, são discípulos, fãs e admiradores do Silvio, seja como homem de televisão, seja como homem de negócios, seja como figura humana. E quanto a você, Hamilton, quero agradecer pelo convite e parabenizá-lo pelo belíissimo trabalho que você desenvolve à frente do Baú do Silvio, nos enriquecendo e nos trazendo detalhes que pouquíssimos conhecem ou se lembram.

4 de set de 2011

Show de Prêmios e de cores...

Vamos relembrar um pouquinho do Show de Prêmios do Baú da Felicidade, quadro do Programa Silvio Santos apresentado entre 04/06/89 a 11/08/91 e gravado no Teatro Silvio Santos sob a direção-geral de Ghillhermo Santille.

O tema de abertura foi produzido pelo maestro, cantor, compositor e músico Mário Lúcio de Freitas. Gilberto Santamaria e o próprio Mário fizeram os vocais. A letra era algo assim:

Show de prêmios
Show de prêmios
Show de prêmios e de cores
Tem artistas, entrevistas
Humoristas e também cantores

Show de prêmios
Show de prêmios
Show de prêmios na TV
É agora, tá na hora
Muita sorte pra você

Eu sou o bom
Coringa seu amigão
Qualé, mané,
Cuidado com o jacaré

Quem vai vencer?
Agora nós vamos ver
Vamos torcer
A sorte é que vai dizer

Show de prêmios
Show de prêmios
Show de prêmios e de cores
Vem com tudo,
Ganhe o mundo

Jogue a sorte nessa,
Vamos rir à beça
Show de prêmios já!

Musicais, jogos, brincadeiras, participação de artistas e, claro, prêmios, eram as atrações deste quadro que marcou o começo dos anos 90. Algumas das brincadeiras se tornaram clássicas, como o Jogo dos Signos, O Dia em Que Você Nasceu, Jogo dos Pontinhos e o Tobogã. As provas eram disputadas por três casais de fregueses do Baú da Felicidade.

No fundo do cenário, tal como no Viva a Noite, bonecos gigantes animavam o palco. Entre eles, havia um sujeito fantasiado de pião da casa própria e outro vestido de logotipo gigante do SBT. Outras particularidades desse cenário eram o palco elevado, inclusive com a seção do corredor do auditório elevada, impedindo a circulação do público por ali. Bailarinas sobre pedestais também enfeitavam a plateia.

Destacavam-se ainda as "estrelas", assim chamadas nesse programa as telemoças ou silvetes Adriana, Ana Cláudia, Celeste, Cláudia, Moniquinha, Marisa, (Marisa) Raticov e Ruthinéia, que sorteavam as cartas dos fregueses do Baú e também faziam performances e coreografias durante as apresentações musicais. Todos os musicais possuíam uma coreografia ou temática própria. Lombardi, claro, anunciava os prêmios e fazia os merchãs.

Luis Ricardo participava do Show de Prêmios comandando A Felicidade Bate à Sua Porta. Luis percorria o Brasil apresentando shows de artistas em praças públicas e fazendo sorteios e entregando prêmios aos fregueses do Baú da Felicidade e seus vizinhos.

Durante o Jogo dos Signos, certa vez, Silvio Santos abusou um pouco da sorte e, ao empurrar uma geladeira exposta no palco como prêmio, ela despencou no chão para sua surpresa. O Jogo do Plim-Plim era constituído por um júri de convidados cujas respostas às perguntas deveriam coincidir com as dos participantes do programa, para que estes ganhassem dinheiro. Era o precursor do atual Jogo dos Pontinhos do Programa Silvio Santos e era frequentado quase sempre por Carlinhos Aguiar, Mariane, Flor, Sônia Lima, Renato Barbosa, entre outros. Celso Russomanno, Carlos Imperial e Lillian Witte Fibe também passaram por essa bancada. No Tobogã o objetivo era descer salvando o máximo número de copos sobre uma bandeja. Claro que antes da prova, Silvio fazia questão de testar o equipamento, descendo com uma colega de trabalho ou com uma de suas silvetes. Prêmios entre ótimos e bizarros, micos e surpresas marcavam O Dia em Que Você Nasceu; uma mescla de perguntas e respostas com provas amalucadas que foi precursor das brincadeiras no palco do Topa Tudo por Dinheiro. Numa ocasião, Silvio caiu do lombo de um burro e, noutra, Guilherme Stoliar, então vice-presidente do SBT, participando do programa, teve que usar chapéu com chifres de touro para estourar balões.

Vamos curtir alguns vídeos desse programa que estão disponíveis no YouTube. Aos poucos são redescobertas imagens deste grande sucesso de Silvio Santos do começo da década de 1990.

ABERTURA


PRÊMIOS


TOBOGÃ


O DIA EM QUE VOCÊ NASCEU, participação de Cinthia Abravanel


SILVIO SANTOS CAI DO BURRINHO


MUSICAL COM MARIANE

SBT 30 anos - Top 8 Novelas Nacionais

Quem seleciona 8 novelas dos 30 anos do SBT é José Eustáquio Jr., nosso parceiro do SBTpedia.

1. Éramos Seis (1994)
Éramos Seis é, sem dúvida, a maior obra-prima da teledramaturgia do SBT. Dotada de um elenco do mais alto nível (Irene Ravache, Othon Bastos, Tarcísio Filho, Osmar Prado, Marcos Caruso e cia), uma trilha repleta de clássicos e uma adaptação de um texto de Maria José Dupré, que já ganhara na Record e na Tupi adaptações de sucesso, Éramos Seis foi o marco inicial de um núcleo de teledramaturgia de grande sucesso na emissora. Não foi à toa que o Troféu Imprensa de melhor novela e melhor atriz ficou com a novela.
De Rubens Ewald Filho e Silvio de Abreu sob o original de Maria José Dupret. Direção geral: Nilton Travesso. Gravada nos estúdios do Sumaré

2. As Pupilas do Senhor Reitor (1994-1995)
Continuando a saga de Éramos Seis, de novelas de época, com bom elenco e texto de qualidade, dessa vez a novela é ambientada em Portugal e foi responsável por trazer ao SBT Débora Bloch e Eduardo Moscovis, as únicas novelas desses atores fora da Rede Globo. Contudo, os destaques da novela mesmo ficaram por conta de Luciana Braga e o Reitor, interpretado por Juca de Oliveira. Na abertura, a clássica música de Dulce Pontes, “Canção do Mar” (Song Of The Sea). Essa mesma música reapareceu no SBT em 2011, como trilha de abertura do seriado Cidade do Crime.
De Lauro César Muniz sob o romance de Julio Diniz. Direção geral: Nilton Travesso. Gravada nos estúdios do Sumaré

3. Sangue do Meu Sangue (1995-1996)
Na mesma linha que as anteriores, Sangue do Meu Sangue era baseada no original de muito sucesso de Vicente Sesso, tendo como pano de fundo o Brasil do século XIX e trazia em seu elenco grandes nomes da teledramaturgia, além de uma abertura das mais ousadas e bonitas da TV brasileira até hoje que, contudo, foi alterada, no decorrer da trama. O grande destaque da trama foi Osmar Prado, que com o vilão Clóvis Camargo, abocanhou o título de melhor ator do Troféu Imprensa, o único até hoje conquistado pelo SBT nesse quesito.
De Vicente Sesso. Direção geral: Nilton Travesso. Gravada nos estúdios do Sumaré

4. Amor e Revolução (2011)
A novela ainda está no meio e a audiência não vem correspondendo, mas merece o 4º lugar do TOP pela marcante produção e pioneirismo. Com direção do renomado Reynaldo Boury e produção-executiva de Sérgio Madureira (que faleceu antes da novela estrear), a novela foi pioneira dentro da emissora ao realizar workshop para preparação dos atores. Além disso, trata com pioneirismo a questão da ditadura militar em uma novela e foi a primeira a colocar o beijo gay no ar (que ficou no quase em Cortina de Vidro, em 1989, também no SBT).
De Tiago Santiago. Direção Geral: Reynaldo Boury. Gravada no Centro de Televisão da Anhanguera

5. Chiquititas (1997-2001)
Chiquititas foi um marco na vida de muitas crianças brasileiras. Comandados pela professora Carolina (Flávio Monteiro), uma turma de crianças aprontavam muita confusão dentro de um orfanato. A inocência que passava, semelhante ao sucesso mexicano Carrossel, tornou Chiquititas a trama infantil de maior sucesso da TV brasileira. Gravada na Argentina, em parceria com a rede Telefe, Chiquititas fez tanto sucesso que ultrapassou as barreiras da TV. Seus CD’s, álbum de figurinhas e bonecas tomaram conta da criançada durante os vários anos de exibição.
De Delia Maunas e Horácio Marshall (original de Gustavo Barrios, Patrícia Maldonado e Cris Morena). Direção geral: Gustavo Luppi, Herman Abrahamsohn, Eugênio Gorkin e Celina Amadeo. Gravado nos estúdios da Telefé na Argentina.

6. Fascinação (1998)
Fascinação foi a segunda empreitada de Walcyr Carrasco como autor no SBT. Ele havia estreado na TV justamente no SBT, com Cortina de Vidro. Em Fascinação, conseguiu fazer um belo trabalho em mais um trabalho de época de destaque no SBT. Famosa por revelar gente como Regiane Alves e Mariana Ximenes, a trama ficou marcada por cenas de enorme apelo dramático, como o apedrejamento de Clara (Regiane Alves) e a cena que esta assiste Melânia (Glauce Graieb) ajoelhada pedindo as escrituras de casa de volta.
De Walcyr Carrasco. Direção geral: Henrique Martins. Gravado no Centro de Televisão da Anhanguera.

7. Uma Rosa com Amor (2010)
Uma Rosa com Amor foi o primeiro trabalho de Tiago Santiago no SBT e se tratava da adaptação de uma novela de sucesso de Vicente Sesso, exibido pela Rede Globo na década de 70. A história de amor de Serafina (Clara Marins) e Claude (Cláudio Lins) conquistou a todos pelo humor e leveza e trouxe em seu elenco nomes como a o pai conservador Edney Giovenazzi (Giovanni), a mãe aconselhadora Betty Faria (Amália) e a fofoqueira Jussara Freire (Dona Pepa), que desfilavam pelo bairro do Bexiga, em São Paulo.
De Thiago Santiago sob o original de Vicente Sesso. Direção geral: Del Rangel. Gravado no Centro de Televisão da Anhanguera

8. Cristal (2006)
Cristal é a única adaptação mexicana que entra no TOP 8. Não porque seja a única de qualidade. Mas foi a que apresentou melhor cuidado do SBT para sua produção e divulgação. Muitas adaptações do SBT eram feitas às pressas, estocadas e sem sequer uma coletiva para apresentação. A chegada de Herval Rossano, junto com uma equipe de diretores como Luiz Antônio Piá e Del Rangel, fez com que a novela tivesse uma excelente qualidade de fotografia e locações. Se não fosse as brigas no elenco e direção, especialmente com Dado Dolabella, a novela poderia ter tido melhor sorte.
De Anamaria Nunes sob o original de Della Fialio. Direção geral: Herval Rossano e Del Rangel. Gravado no Centro de Televisão da Anhanguera

28 de ago de 2011

SBT 30 anos - Top 8 Novelas Mexicanas

Quem seleciona 8 tramas mexicanas do SBT é Guilherme Guidorizzi, do blog Central de Notícias.

1 - MARIA DO BAIRRO

Estrelada por Thalia, a novela de Inés Rodena foi exibida nada mais do que quatro vezes. Os dramas da ex-sucateira que se casa com um milionário, é acusada de infidelidade, dá o filho recém-nascido, vai presa e enfrenta uma grande vilá conquistaram o país.

2 - A USURPADORA

Gabriela Spanic se dividia em Paola e Paulina as gêmeas de personalidade diferente que cresceram separadas. O folhetim foi levado ao ar em quatro ocasiões e contava com um elenco estrelar. Os dois capítulos extra, curiosamente, só foram exibidos uma única vez.

3 - CARROSSEL

Falar de novela mexicana no Brasil é lembrar da história e das aventuras dos bagunceiros alunos da professora Helena. Exibido originalmente em 1991, 'Carrossel' ficou quase um ano no ar e gerou diversos produtos como álbum de figurinhas e um LP.

4 - NO LIMITE DA PAIXÃO

César Évora protagonizava a novela exibida em 2003 sem muito sucesso. Quem assistiu, porém, se encantou com a relação conturbada de Otávio e Ana Cristina, vivida por Susana González, e de um vilão marcante, Maciel, de Alberto Estrella.

5 - AMBIÇÃO

Falando em vilões, nenhum deles foi tão marcante como a Catarina Creel interpretada por Maria Rubio. A vilã capaz das maiores atrocidades usava um tapa-olho de pano que combinava com sua roupa. "Ambição" foi ao ar em 1991 e reprisada em 92.

6 - OS RICOS TAMBÉM CHORAM

Em abril de 1982, o SBT exibiu a primeira das mais de 100 tramas importadas. Veronica Castro é Mariana, a moça pobre que se casa com um rico. Em 2005, o SBT produziu um 'remake', ambientado nos anos 30.

7 - SALOMÉ


Edith González protagonizou o folhetim exibido em 2002. Na história, uma dançarina de cabaré se apaixona por um milionário e engravida dele. Maria Rubio viveu uma outra vilã, Lucrécia, que azucrina a vida de Salomé, que acaba registrando três crianças como seus filhos para despistar a megera.

8 - REBELDE

Mais recente sucesso da emissora em termos de tramas importadas, a história dos alunos do Elity Way gerou grande comoção nacional entre os jovens. O sexteto que formaria o RBD fez shows no Brasil e vendeu inúmeros CDs e DVDs, fora uma linha de produtos.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

As mais lidas