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17 de fev de 2009

Os 21 anos de um programa histórico - parte 1

por Jorge Luis Monteiro

No dia 21 de fevereiro de 1988, a partir das 20h 30min começava, para muitos, o maior programa da carreira do animador Silvio Santos. Uma edição do Show de Calouros ao vivo, mostrando a volta de Silvio, após um mês fora das telas e duas semanas de internação hospitalar em Boston, nos EUA.

Silvio, que estava com problemas nas cordas vocais desde agosto de 1987, tinha uma preocupação em mente: se essa doença fosse grave, ficaria impedido de realizar seus programas. O público acompanhou o sofrimento do artista, com muitas orações.

Durante as duas primeiras semanas de ausência, foram exibidas reprises do Programa Silvio Santos. Nas duas semanas seguintes, o programa foi substituído por filmes e enlatados americanos e concertos musicais.

E logo na abertura do programa histórico, vimos que ele ia fazer um programa e tanto. Chegou usando novos relógio e pulseira, lentes de contato verdes e emocionando o público, que delirou com a sua volta, e cumprimentando seus jurados com uma alegria ímpar: Sérgio Mallandro, Décio Piccinini, Sonia Lima, Aracy de Almeida, Nelson Rubens, Wagner Montes e Flor.

Na primeira meia hora, vimos um Show de Calouros normal, com as atrações rotineiras, como o concurso das "moças que dançam" e o "desafio vale tudo", com um concurso de dança, além dos tradicionais jingles de patrocinadores.



Mas, depois, o programa muda de ritmo, vai para o lado emocional. Silvio Santos chama Hebe Camargo pra receber o Troféu Imprensa de Melhor Apresentadora de 1986, e ela, de surpresa, entrega para Silvio o prêmio de melhor animador de 1986, deixando-o envaidecido. Hebe demonstrou toda a sua alegria pela volta do animador, exclamando que "o domingo sem Silvio Santos ficou extremamente sem graça".



Silvio começa a fazer do seu Show um programa-desabafo, de onde sairiam revelações surpreendentes sobre sua carreira, sua vida pessoal e principalmente, sobre suas aflições para com seu futuro.



Falou sobre seu casamento com Cidinha, sua primeira mulher. Silvio confessa para milhões de telespectadores que se sente arrependido por tê-la escondido do público, por vaidade, e também por ter “ido atrás” de outras mulheres. “Hoje, quando vejo meus colegas fazendo isso, penso como são infelizes”, disse Silvio. “Por imaturidade escondi minha mulher e minhas filhas para ser o galã”.

Silvio explicou detalhadamente à Hebe e ao público todo o problema que teve nas cordas vocais e também sobre um pequeno tumor benigno que foi extirpado de sua pálpebra direita. Mostrou-se extremamente preocupado com a saúde, citando nomes de diversos médicos com os quais se consultou para tratar da coluna, dos joelhos, da próstata, da garganta etc. Achava que estava sendo vencido pela idade e pelos problemas de saúde que a velhice traz.

Antes de sair, Hebe exclamou: “Silvio Santos, você não vai morrer nunca! Nós não vamos deixar, porque Deus gosta do Silvio Santos!”

leia a parte 2 aqui
leia a parte 3 aqui

Um comentário:

  1. Vivenciei esta fase. Sei que foi um momento conturbado, mas muito sincero e emocionante. SS sempre foi fiel ao seu público e dominava com maestria os programas de auditório. Vi, ouvi, várias emocionadas e delicadas experiências que SS dividiu conosco, funcionários e colegas de auditório e todo o Brasil. Também pensei em ter o patrão candidato, ver o patrão eleito. Também sofri com o que ele partilhou conosco, as angústias, dúvidas, receios e a beleza do apoio da esposa. Enfim, momentos preciosos. Eu tenho uma enorme admiração por este profissional que é o SS. E recebi dele um elogio de tirar o fôlego - como esquecer? Ele costumava elogiar minha leitura e postura em cena, por conta do teatro, mas um dia, foi puro prêmio: "Ratcov, você é a revelação da TV brasileira. Você dança, canta, atua, apresenta, é boa jurada, bonita, inteligente. Uma artista completa!" Isso, realmente, vale muito - é uma espécie de medalha, troféu. Inesquecível. Não posso esquecer que SS permitiu que eu fizesse parte da bancada dos jurados, gravasse A Praça é Nossa, quando na época, não havia novelas na casa. Tenho respeito, admiração, por este profissional que sempre se interessou pelo meu trabalho. Eu fui contratada pelo dono da segunda maior emissora deste país. Sou uma pessoa de sorte! Longa vida a SS - com saúde e alegria.

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