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23 de out de 2011

SBT 30 anos - Top 8 programas infantis



Confira no vídeo acima uma montagem especial para o dia da criança, Mara Maravilha e Maísa contam a história dos 30 anos de programação infantil do SBT. O texto base lido por Maísa é do redator Celso Lui.

A viagem no tempo mostra desde o Bozo, passando pelo Show Maravilha, o Oradukapeta com Sergio Mallandro, o Dó Ré Mi Fá Sol Lá Simony, o Show da Simony, o programa Mariane, a Festolândia, a Sessão Desenho, a Casa da Angélica até chegar ao Bom Dia e Companhia.

O que nós notamos ao analisar a história dos programas infantis do SBT é a criatividade, interatividade, inovação e a posição de vanguarda. Ao mesmo tempo em que a emissora sempre apostou na audiência do público mais jovem, cativando-o a se tornar seu fiel telespectador, acreditou em pratas-da-casa, como Luis Ricardo (o mais famoso dos Bozos), Mara, Sérgio Mallandro, Jacky Petkovic, Mariane, Eliana, Yudi e Priscilla.

1. BOZO



O lendário palhaço estreou seu programa em setembro de 1980 pela TVS do Rio e Record de São Paulo. No dia seguinte à inauguração do SBT fez sua primeira aparição no novo canal.

Apostando no sucesso do palhaço, em 1981 Silvio Santos renovou os direitos por mais dez anos. Bozo e sua família conquistaram as crianças e escreveram um capítulo memorável da história dos programas infantis no Brasil que, ao contrário do que muitos proclamam, não se resume à moças loiras cujo nome começa com xis.

A base do programa eram as brincadeiras e participações por telefone intercaladas com esquetes cômicas dos palhaços e desenhos animados que, por certo período, chegavam a ficar oito horas por dia no ar, ao vivo.

Eram redatores Willian Tucci, Gibe, Didi Oliveira, Magalhães Jr. e Sérgio Valezin. Dirigiram o programa Rick Medeiros, Emanoel Rodrigues, Rodolpho Scervino, Luiz Afonso Mendes, Flávio Carlini e Roberto Garcia

2. SHOW MARAVILHA



Um sol sorridente nasce entre as montanhas e no céu bem azul anuncia que a maravilha é ser criança, ter amigos e poder brincar. Assim era a abertura do Show Maravilha, programa exibido entre 1987 e 1994 com apresentação de Mara.

Sempre com elevada audiência, esse grande desfile de musicais, concursos, desenhos e brincadeiras agitou as tardes e depois as manhãs do SBT, tornando-se um dos principais produtos da emissora e um de seus líderes em faturamento. O carisma e a espontaneidade da apresentadora eram uma atração à parte e tornaram este programa inesquecível.

Foi um dos poucos programas a ter sido gravado em todas as unidades que o SBT possuía; em suas várias fases passou pela Vila Guilherme, Teatro Silvio Santos e pelos estúdios do Sumaré.

Redação de Willian Tucci, Enéas Carlos, Paulo de Carvalho, Edson Fernandes e Didi Oliveira. Vários foram os diretores: Flavio Carlini, Antonio Maria, Georgina Elvas e Mara. Direção executiva de Antonio Guimarães.

3. DISNEY CLUB



O SBT em 1997 fez uma parceria milionária com a Disney, Warner e Televisa para exibição de diversos conteúdos. Para exibição dos desenhos animados da empresa do Mickey, foi criado um programa inovador, mais do que uma mera sessão de desenhos.

Diego Ramiro, Leonardo Monteiro, Caique Benigno, Jussara Marques, Danielle Lima
e Murilo Troccoli interpretavam os personagens que integravam O CRUJ, Comitê Revolucionário Ultra-Jovem, que interferia no sinal da televisão e, através de uma transmissão pirata, transmitia os desenhos da Disney e passava suas mensagens e reivindicações, sempre com as palavras de ordem: "nós somos ultrajovens e merecemos respeito!".

Foram quatro temporadas, até 2001, que renderam diversos prêmios de melhor programa infantil. O programa passava no final da tarde, atingindo em cheio a garotada que chegava da escola.

Redação de Cao Hamburger e Cláudia Dalla Verde. Direção-geral Malu London e Cao Hamburger.

4. ORADUKAPETA



Sérgio Mallandro, o endiabrado jurado do Show de Calouros, era ídolo da garotada. E desse seu prestígio entre os pequenos veio a ideia de fazê-lo apresentador infantil: o único homem (sem contar os palhaços) a apresentar um programa para crianças, tradicionalmente comandado por mulheres. Era a Oradukapeta, diariamente arrepiando as manhãs, entre 1987 e 1990.

Dois quadros se tornaram parte do imaginário dos anos oitenta: a Porta dos Desesperados e a Hora do Pênalti, com o espalhafatoso goleiro Mallandrovsky. Em 1990 veio o convite para a Globo, e Mallandro se foi.

Em 1994, voltou para mais dois anos de travessuras, agora no comando do programa Sergio Mallandro, repetindo as brincadeiras do programa original e reforçado pela presença de Gibe, como Papai Papudo, e a Vila do Mallandro, um quadro semelhante ao programa Chaves, que contava com Dino Santana e Péricles Flaviano no elenco.

Redação de Willian Tucci. Direção-geral Wanderley Villa Nova e Samuel Oliveira Lima.

5. BOM DIA & CIA.



O programa ainda está no ar e tem uma longa história. Teve diversas fases bastantes distintas.

A primeira e mais reconhecida do programa foi formatada para crianças em idade pré-escolar, educativo e didático, tendo Eliana na apresentação. Ela ensinava pequenos trabalhos manuais, ensinava algumas continhas de matemática, palavras em inglês e curiosidades, com a ajuda do computador Flitz e do monstrinho Melocoton. Eliana comandou o show entre 1993 e 1998 (entre 1997 e 1998 o programa mudou de nome para Eliana & Cia.).

Com a saída de Eliana, Jacky Petkovic iniciou a segunda fase do Bom Dia, inicialmente mantendo a mesma base, mas em 2000 o programa teve o cenário e personagens reformulados, passando a contar com a ajudante-mirim Michelle e o extraterrestre Gugui.

A terceira fase durou dois anos. Entre 2003 e 2005 Jéssica Esteves e Cauê Santim passam a apresentá-lo. A estrutura foi simplificada ao máximo, e a dupla contava todo dia uma história, geralmente vestida de acordo com o enredo.

Uma quarta fase começa em agosto de 2005. As crianças Cássio Yudi Tamashiro e Priscilla Alcântara e a professora da dança Ítala Matiuzzo assumem o comando. Ítala deixa a atração um ano depois.

A quinta fase estreou em 2007, e está no ar até hoje. Yudi e Priscilla passaram a comandar ao vivo brincadeiras por telefone, similares ou idênticas às do Bozo, como "onde está o anel?", "jogo da memória" e "corrida de cavalinhos", premiando os telespectadores por meio de uma roleta, que se tornou famosa.

Maísa, um novo prodígio do SBT, também passou a apresentar o programa em 2009, retirando-se em 2011 para se dedicar à dramaturgia. Rebeka Angel, apresentadora mirim que entrava em cena vestida igual a Punky Brewster, também comandou a atração.

Podemos dizer que este, mais o Carrossel Animado com Patati Patatá, são os únicos programas infantis da TV brasileira na atualidade, já que as outras emissoras exibem apenas sessões de desenhos animados.

Foram muitos os diretores: Milton Neves, Flávio Carlini, Hélio Chiari, Norberto Fonseca, Paulo Santoro, Galvão França, Malu London, Juliana Vieira e Silvia Abravanel.

6. DÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ SI



Inicialmente denominado Dó Ré Mi Fá Sol Lá Simony, este programa marcou a estreia badalada da ex-Balão Mágico Simony, grande fenômeno infantil da década de 1980. O cenário era grande, no estilo de um parque de diversões, com um carrossel. A apresentadora aparecia em cena saindo da boca de um enorme gato no fundo do palco.

Desenvolvido e dirigido pelo artista plástico e compositor Elifas Andreato, tinha como foco a preservação ambiental e a ecologia, e focava nos bons ensinamentos às crianças. Palhaço Gargalhada (Ney Abreu), Fada Cordélia (Mayara Norbin), Professor Osório (Luiz Ramalho), Mímico Charlito (Joel Rocha) e o boneco Papagaio Alvarenga (Roberto Alvarenga) compunham o elenco.

Simony comandou o show entre 1988 e 1989, saindo para comandar o Show da Simony. Para seu lugar o SBT encontrou uma adolescente loirinha chamada Mariane, que assumiu o comando até julho de 1990, quando o programa acabou.

Mariane e Simony se apresentavam também como cantoras e executaram diversas músicas que, uma pena, nunca foram lançadas em disco. Simony cantou, por exemplo, Velha Roupa Colorida e Como Nossos Pais; Mariane apresentou diversas faixas do álbum Canção de Todas as Crianças, de Toquinho.

Redação de Magalhães Jr e Willian Tucci. Direção-geral e Criação de Elifas Andreato. Direção-executiva de Roberto Garcia.

7. MARIANE



Encerrado o Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si, Mariane estava em ascensão e ganhou um programa com seu próprio nome. Foi feito um concurso por cartas para escolha do nome do novo programa, mas prevaleceu a simplicidade: o nome da apresentadora.

Basicamente, o programa tinha como pretexto uma competição semanal entre colégios, com gincanas e brincadeiras. Mariane deslanchou e por diversas vezes atingia a liderança de audiência batendo o Xou da Xuxa. Com sua bela voz, carisma e desenvoltura, Mariane marcou presença com seu show entre 1990 e 1991.

O programa tinha redação de Willian Tucci e direção de Flávio Carlini (às vezes creditado como Flávio A.R. Carlini).

O diretor Flávio Carlini, inclusive, deu as caras num programa especial de aniversário, apresentado direto do switcher do Sumaré, em que Mariane mostrou uma série de erros de gravação e bastidores do programa.

8. SESSÃO DESENHO NO SÍTIO DA VOVÓ



O SBT teve muitas sessões de desenhos animados, com ou sem apresentadores. Bozo e Eliana comandaram algumas versões bastante simples, que consistiam em meras "cabeças" nas quais comentavam e anunciavam os desenhos, com uma câmera fixa e cenário quase inexistente. Porém, esta versão com apresentação de Vovó Mafalda, interpretada por Valentino Guzzo, foi mais interessante.

Vovó Mafalda, órfã da família Bozo, que saíra da tela em 1991, ganhou seu próprio programa em 1994. Ambientado num sítio, a velha ficava sentada em sua cadeira de balanço, na varanda, e conversava com o Mixilim, um boneco que era o seu neto, manipulado por Edilson de Oliveira.

Dando bons conselhos às crianças, lendo cartinhas e ensinando brincadeiras daquelas bem típicas do interior ou de antigamente, Mafalda levava a calma, tranquilidade e simplicidade da roça para as manhãs do SBT.

No ar até 1997, foi o primeiro programa a ser gravado em estúdio no Complexo Anhanguera. Tinha direção-geral de Valentino Guzzo.

Não podemos encerrar este Top 8 sem fazer a justa homenagem e saudação a todos os diretores, redatores e produtores destes grandes sucessos. Infelizmente não conseguimos citar todos. Fazemos uma especial saudação a Luiz Afonso Mendes, diretor geral do núcleo infantil entre 1988 e 1991, responsável por 12 horas diárias da grade no período considerado o auge da programação infantil do SBT; e para Silvia Abravanel, que assumiu a direção do núcleo infantil e está à frente do sucesso de Patati Patatá, Yudi, Priscilla e Maísa.

Um comentário:

  1. Que Nostalgia! de todos esse programas infantis.Com certeza o Show Maravilha apresentado pela nossa querida baianinha Mara é disparado ou melhor que o SBT teve pois devia ter continuado por muito e muito mais tempo! a moreninha foi inesquecível para todos jovens nascido nos anos 80 e 90 onde seu programa ensinou valores com humildade,respeito,escola,superação,pena que hoje não existam programas bons sendo exibidos na televisão brasileira.
    O SBT deveria fazer mais homenagem a Mara por ter feito alegria de todos jovens que ainda são seus fãs até hoje ou coloca-se um horário na grade para fazer algumas reprise,ficaria feliz vendo A Mara Apresentando um Programa no SBT pois ela merece e muito.Assim como SBT não será SBT se falta nosso querido Sílvio Santos,Carlos Alberto,Carlos Massa(Ratinho),Hebe(Que Saudade),Nossa querida Mara Maravilha.
    Mara! eu te amo! volte para sua casa que é o SBT.

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