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30 de out de 2011

O Silvio e Eu - com Rodrigo Romero

O Baú do Silvio entrevista mais um fã do Silvio Santos.


Rodrigo Romero é jornalista. Nasceu em Jacareí, interior de São Paulo, em 25 de janeiro de 1982. É repórter e apresentador da TV Câmara Jacareí desde novembro de 2008. Antes, estagiou na mídia impressa e trabalhou como assessor de imprensa.













Como começou a gostar do Silvio Santos?
Não me lembro da primeira vez que o vi na televisão. Se forçar minha memória, como muitos disseram aqui mesmo no blog, via os programas quando ia à casa de minha avó, Neyde. ‘Porta da Esperança’ e ‘Show de Calouros’ eram as audiências altas do domingo do SBT e lá estava eu sentado no sofá da minha avó. E eu odiava, porque, pensava, os programas eram demasiadamente demorados. Anos 1980 isto. Tempos se passaram e me acostumei a assistir o ‘Roletrando’, quando a atração era exibida de segunda a sexta-feira com patrocínios como Veja e Kolynos. Eu contava nove e dez anos aí. 1991 e 1992. Amava o programa por razões desconhecidas por mim. Talvez a roleta enorme, toda colorida. Ou a própria presença de Silvio Santos com os cabelos todos penteados para trás, com gel, brincando de forca como em seu primeiro programa na TV, em 1962.
A admiração vem, depois, pela figura do apresentador. Impoluta, reta, ordinária, parecendo sempre cumprir ordens do comandante do exército (o estilo de ele perguntar e esperar a resposta do auditório é um exemplo – ‘Vai ou não vai?’ / ‘Vaaaaai!’), esta imagem do Silvio Santos me cativou. Seu comportamento, idem. Suas recusas a entrevistas e idas a festas e aos holofotes fazia com que a sua aura fosse misteriosa para mim. Paralelamente a isso, programas como ‘Show do Milhão’, ‘Qual é a música’ e, sobretudo, ‘Topa Tudo por Dinheiro’ (que cavou para debaixo da terra o Cazé, então ex-MTV e na TV Globo – nove semanas a atração dele saiu do ar porque perdia todas as vezes para o ‘Peru que Fala’), se tornaram meus vícios dominicais entre 1999 e 2002.

Alguma pessoa te influenciou ou te incentivou a ser fã do Silvio?
Como respondi na questão acima, minha avó, mas sem ser intencional. Eu era bem criança mesmo. Só fui gostar de Silvio Santos mais tarde, quando comecei a estudá-lo, ler sobre ele etc. Uma observação que faço é que minha mãe, Eliana, já foi a uma gravação do programa dele na década de 1970. ‘A gente chegou cedo, levou lanches, e passou o dia lá vendo todos os programas dele’, ela me disse.

Qual programa predileto?
‘Show do Milhão’ e ‘Topa Tudo por Dinheiro’ ficam empatados. O primeiro porque reunia tudo o que aprecio: jogo de perguntas e respostas, participação do público e informação. O segundo porque nele SS se liberava para fazer qualquer coisa, desde escorregar de tobogãs, andar de velocípede infantil, e até cair naquele tanque de água, vídeo que acredito todos já se cansaram de ver, além de poder vê-lo dar aquelas risadas astronômicas quando assistia as câmeras escondidas. Às vezes, me matava de gargalhar mais pela risada do que propriamente a câmera escondida. Mas quero destacar uma partezinha para a abertura do ‘Programa Silvio Santos’, com a música ‘Silvio Santos Vem Aí’. Amo estes minutos. Virou um sacerdócio acompanhar aos domingos pelo menos esta abertura.

Você já teve algum problema por gostar do Silvio?
Não problemas, mas incômodos. Acima falei sobre assistir a abertura. Para tanto, quero que todos também assistam. Esses dias ocorreu uma situação engraçada: na hora em que coloquei no SBT e começou a tocar a música, todos em casa – meu pai, Silvio, minha mãe, meu irmão, Dannyel, e minha noiva, Silvia – começaram a abanar os braços como se tivessem pompons nas mãos para seguir a música e cantaram também. Foi bem bacana e engraçado.

Qual foi a maior alegria que Silvio Santos lhe proporcionou?
Sempre quando ele aparece aos domingos me alegra. Quando se propõe a dar entrevistas também. Tenho a impressão de que a figura dele de pessoa física ficou maior que o animador, em minha visão. Mas, claro, os programas são ímpares e SS é insubstituível na televisão. Lembrando que há livros sobre ele e em breve o filme.

E a maior frustração?
Dele diretamente não, porém tentei ir assistir à gravação do PSS. Liguei na emissora, mas o SBT tem como regra apenas moças no auditório, e disse que não seria possível. Só se eu participasse de um dos programas dele.

Qual foi a coisa mais interessante ou curiosa que te aconteceu por ser fã do Silvio?
Quando eu tinha uns nove, 10 ou 11 anos pedi ao meu pai que fizesse um microfone igual ao do SS. Tinha acabado de ganhar o jogo do ‘Roletrando’ e queria brincar a sério, sendo eu o apresentador. E não é que meu pai fez mesmo? Pegou papelão, recortou de acordo, pegou uma bolinha de isopor, enfiou-a num lápis e amarrou tudo num barbante para eu pendurar no pescoço. Pronto! Ali estava o meu microfone. E apresentei o meu ‘Roletrando’, com a participação do meu pai e do meu irmão, que na época tinha uns seis anos. Guardo isso até hoje.

Você conhece outras pessoas que gostam tanto do Silvio Santos quanto você?
Leandro, marido de minha prima Tatiana, diz que gosta. Mas não acompanha, lê etc. Adorar e saber tanta coisa como eu está difícil de achar em volta, por aqui. Em geral, a maioria considera SS brega, cafona, obsoleto. Não dou importância. Gosto dele.

Qual a influência de Silvio Santos na sua vida?
Miro a retidão de caráter, comportamento exemplar, seriedade, comprometimento. Faço de tudo para conseguir ter a mesma humildade. Pessoas com histórias de vida como a dele, que saíram vitoriosas dela, são raríssimas. E com o seu talento ainda por cima, não deve conseguir encher uma mão contando.

Para encerrar, um recado para os leitores do Baú do Silvio?
O blog é importante e bem feito. Acompanho sempre. Já me informei sobre assuntos que nunca imaginaria que um dia veria, como, por exemplo, acerca do microfone dele, além dos vídeos antigos, minhas paixões. Continue assim. Tem um fã em Jacareí.

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