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29 de jul. de 2014

Telefuska

Silvio Santos teve um Fusca, verde, que era seu carro de uso diário no final dos anos 60.

O Fusca também era um dos prêmios cobiçados pelos fregueses do Baú da Felicidade.

Mas você também poderia comprá-lo com muita comodidade, pelo telefone! Era só ligar para o Telefuska, dizer qual a cor, e parcelar em 40 vezes. E a Vimave entregava o carrinho na sua casa!

O Telefuska era um serviço da Vimave, Vila Maria Veículos, uma das antigas empresas do Grupo Silvio Santos.


27 de set. de 2011

Troca ou não troca

Silvio Santos se reuniu com José Celso Martinez Corrêa para resolver definitivamente o velho impasse relacionado ao terreno da Rua Jaceguai pertencente ao Grupo Silvio Santos, ao lado do Teatro Oficina.

Os dois, que mutuamente se admiram, mas que disputavam a construção de um centro comercial (Silvio Santos) e a ampliação do Oficina (Zé Celso) naquele local, decidiram fazer um troca: Silvio abre mão do espaço para o Teatro e Zé Celso, em troca, entrega um outro terreno noutro local para Silvio.

Durante a conversa cordial e amistosa, Silvio observou que deve ser o terceiro animador mais idoso entre os únicos octogenários da TV: Inezita Barroso tem 86 anos; Hebe, 82 (embora Silvio tenha dito 83) e o Homem do Baú completará 81 anos em dezembro.

30 de abr. de 2011

Adeus, carnê

É verdade que já tratamos desse assunto anteriormente, mas ele volta a ser assunto hoje, e vocês verão o porquê.

Com a expansão do crédito e das vendas em varejo a prazo, o modelo de negócio do carnê de mercadorias do Baú da Felicidade, mantido como estava há mais de 40 anos, não teria fôlego para continuar competitivo.

Pouco a pouco o Grupo Silvio Santos iniciou a extinção do carnê, o fechamento das lojas distantes e a transformação da empresa em uma rede de comércio tradicional. Os carnês, tão comumente expostos em vitrines de casas lotéricas e agências dos correios subitamente desapareceram em meados de 2008.

E em 3 de maio de 2009, foi ao ar, com a apresentação de Luis Ricardo, o último programa Tentação, encerrando assim a última promoção de prêmios do Baú. Sem nenhuma despedida, nenhuma referência. Naquele ano o Grupo completava 50 anos de existência, longevidade que só foi possível graças à força comercial do carnê que deixava de existir e que também serviu como propulsor de Silvio Santos na televisão.

Mas muita gente ainda era portadora de carnês e tinha prestações para pagar. Conforme essas prestações se acabavam, resgatavam os pagamentos em mercadorias das lojas, como normalmente. Por isso, o Baú deu prazo para até o dia 30 de abril de 2011, ou seja, dois anos após o término do Tentação, para que os retardatários pudessem resgatar suas mercadorias.



Hoje se encerrou esse prazo. Por isso, acredito que hoje foi colocado definitivamente o ponto final na rica e emocionante história do Carnê de Mercadorias do Baú da Felicidade, que começou em 1958, com Manoel de Nóbrega, e se tornou conhecida de todos os brasileiros, aos domingos pela televisão.

2 de jun. de 2009

Silvio Santos e Ronaldo

No domingo, 31 de maio, Silvio estava com a corda toda. Feliz com o patrocínio das empresas do Grupo Silvio Santos no Corinthians e com a perspectiva de ter Ronaldo como seu garoto propaganda.

Silvio não perdeu a chance de oferecer um agrado extra, em milhões de reais, para que o Fenômeno usasse o boné com logotipos do Baú e da Tele Sena, e mandou seu recado para o jogador com aquele estilo inconfundível e - por mais que tentem - inimitável.



Nossa parceira e colaboradora Página do Silvio Santos disponibizou um vídeo com todas as gracinhas de Silvio Santos para Ronaldo. Imperdível:

3 de set. de 2008

Grupo Silvio Santos - 50 anos



O Grupo Silvio Santos completa este ano seu 50º aniversário. Na verdade, é o 50º aniversário do Baú da Felicidade, empresa que deu origem a tudo. Passaram 50 anos e a pequena Distribuidora Ali Ltda., na qual Silvio se associou a Manoel de Nóbrega, se transformou num conglomerado formado por mais de 30 empresas, de comunicação (SBT), comércio e serviços (Baú, Liderança Capitalização, Vimave), financeira (PanAmericano), cultural (Teatro Imprensa, Centro Cultural Grupo Silvio Santos), cosméticos (Jequiti), construtora (Sisan) e hotel (Sofitel Jequitimar Guarujá) etc. etc.

Há 50 anos, era lutando pelo Baú da Felicidade que Silvio fazia shows e caravanas para vender carnês, e virava madrugadas trabalhando, na pensão da sogra Gina, com a mulher Cidinha, e mais alguns vizinhos e amigos, organizando notas e embrulhando os bauzinhos de presentes a serem entregues aos seus clientes. Assim foi o seu começo.

E desde domingo o SBT está veiculando em seus intervalos um comercial institucional do Grupo, atitude inédita nesses 50 anos. São mostradas algumas empresas do Grupo, e destacando-se o slogan "Pode sonhar que dá".

Eu sou o Silvio Santos, que sonha em realizar todos os sonhos desse Brasil. Pode sonhar que dá!


Já está no YouTube:

25 de jul. de 2008

Da TV para sua casa II

Vamos continuar mostrando os programas de TV do SBT que viraram produtos para ter em casa. Um sucesso de audiência e de vendas, também!

CASA DOS ARTISTAS

A primeira edição do reality show foi um sucesso arrebatador. E resultou num jogo para computador que não é facilmente encontrado.



O confinado Alexandre Frota inventou um personagem para conversar e matar os momentos de solidão no programa. Pegou um melão amarelo e desenhou nele um rosto, batizando a criatura de Silvio Melon. Na época, desenhar caras em melões virou mania! E a Estrela não deixou por menos e lançou um Silvio Melon de brinquedo.



SHOW DO MILHÃO

No post Da TV para sua casa, parte 1, vocês puderam ver os vários desdobramentos em que o game show milionário resultou: jogos de computador, livro, jogos de tabuleiro, etc.

O jogo ressuscitou o video-game de 16 bits Mega Drive 3, da Sega e da Tec Toy, sendo lançado em forma de cartucho.



E também podia ser disputado num mini-game da Tec Toy.



Além disso, como se dizia que para ganhar o prêmio máximo era preciso ter conhecimentos enciclopédicos, então foi lançada a Enciclopédia Show do Milhão, em livros e CD-Rom, com conteúdo de editoras reconhecidas.



Naquele tempo, era dureza comprar celular e computador. Eram caríssimos. Com a tradição do Grupo Silvio Santos em comércio popular e o suporte do Banco Panamericano para o financiamento, foi lançado com grande sucesso o Computador do Milhão.



A configuração era boa, quase top de linha, e num tempo em que sistemas abertos e grátis como o Linux não tinham difusão alguma, era oferecido um pacote completo de produtos Microsoft. Para quem queria ter o primeiro computador a prestações acessíveis, aí estava a solução:

Processador Intel® Celeron™ 700Mhz
64 Mb de memória RAM
10 Gb de disco rígido
Placa Fax Modem de 56 Kbps
CD-ROM de 52x
Kit Multimídia completo com microfone e caixas de som
Placa de vídeo de até 8Mb compartilhada
Monitor LG de 15 polegadas colorido
Impressora Lexmark jato de tinta colorida 1.200 dpi
6 meses de Internet grátis pela America OnLine
Garantia de 1 ano

Softwares:
Sistema operacional Microsoft Windows Millennium®.
Microsoft Works 6.0®
Enciclopédia Microsoft Encarta 2001®
Atlas Mundial Microsoft Encarta 2001®
Show do Milhão – Volume 3®

E, no ramo de telefonia móvel, em parceria com a Tim e a Nokia, foi lançado o tijolão, digo, o Celular do Milhão! Que tinha uma grande sacada: a brincadeira do programa via torpedos, valendo prêmios em dinheiro!



É uma pena que hoje essa marca tão valiosa que é o Show do Milhão seja utilizada apenas para promoções por telefone pelo SBT.

Sem duvidar da capacidade inventiva do departamento comercial da emissora e do Silvão, certamente novos produtos aparecerão, levando o nome de programas de sucesso para a casa de milhões de telespectadores.

9 de mar. de 2008

A família Nóbrega - parte 1: Manoel e o Baú

Manoel de Nóbrega e Silvio Santos


Ao mesmo tempo em que a Praça É Nossa chega ao seu milésimo programa, achamos justo falar um pouquinho da família que comanda o show. Começaremos falando sobre o patriarca Manoel de Nóbrega. Dele duas coisas todo mundo sabe, aliás, três: que deu uma grande chance para o Silvio Santos firmar sua carreira no rádio, que 'deu' o Baú da Felicidade para o Silvio e que inventou a Praça da Alegria.

Silvio Santos, além de radialista, era o "Peru Que Fala", animador de festas e comícios e líder de caravanas de artistas. Tinha um bar perto da Rádio Nacional, uma revistinha de passatempos e propagandas chamada Brincadeiras para Você. Quando entrou na Rádio Nacional, era locutor comercial e Manoel de Nóbrega tinha seu programa líder de audiência em São Paulo, Cadeira de Barbeiro. Silvio tinha uma carta de recomendação do irmão de Manoel, mas preferiu conquistar seu trabalho por méritos e só a mostrou ao Nóbrega após ser admitido pela rádio num concurso. Esse gesto impressionou Manoel, que passou a acompanhar de perto e com admiração o novo contratado. Pouco tempo depois, já estavam trabalhando no mesmo programa e haviam se tornado grandes amigos, passando a ter uma relação afetiva digna de pai e filho.

Silvio foi ajudar Manoel da Nóbrega a se livrar da falência num negócio de vendas de uma cesta de presentes, já que o sócio Walter Scketer (o 'alemão') deu calote e sumiu. Era o Baú da Felicidade, uma idéia boa: a venda em prestações pagas antecipadamente e, doze meses depois, no Natal, era entregue ao cliente um baú cheio de brinquedos. Silvio foi à sede, que ficava num porão ao lado do hotel Othon, na Rua Líbero Badaró (onde atualmente está sediada uma loja da Kopenhagen), com a missão de informar os fregueses do fechamento da empresa e devolver a eles a quantia paga. Dias depois, porém, já tinha na cabeça a idéia de que aquele empreendimento era possível e que daria certo. Começou a investir, trocou os brinquedos por louças e utilidades domésticas, colocou o esquema de sorteios de prêmios. Logo estava sorteando casas e carros e apresentando programas de televisão com a finalidade de divulgar a empresa. Mas o começo não foi fácil. Amigos e a esposa Cidinha embalavam pessoalmente os bauzinhos com os produtos, e assim passavam várias noites em claro. Enquanto isso, Manoel da Nóbrega fazia sua parte, anunciando o carnê do Baú na rádio, e Silvio, fazendo shows em praça pública e vendendo os carnês.

Exatos cinqüenta anos depois, o que era apenas o Baú da Felicidade tornou-se o Grupo Silvio Santos, conglomerado formado por 34 empresas. Manoel da Nóbrega saiu da sociedade alguns anos após Silvio entrar, deixando tudo com ele. Como não era bom negociante, ficou com medo de quebrar de novo, e Silvio estava sendo ousado demais. Silvio ficou extremamente grato com Manoel, e Manoel nunca se arrependeu do que fez; disse que Silvio transformou a pequena empresa num grande grupo econômico, e que "na minha mão, o Baú seria sempre apenas um baú".

Nóbrega continuou sua carreira no rádio, e na televisão apresentou sua grande criação A Praça da Alegria. Foi jurado de programas de calouros de Silvio e seu substituto durante alguns domingos, ocasiões nas quais usou o microfone de Silvio (veja mais em http://obaudosilvio.blogspot.com/2008/02/o-microfone-do-silvio-parte-2.html).



Continua...
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