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20 de jun. de 2008

Há vinte anos...

Há vinte anos, na verdade, vinte e um, o SBT lançou uma campanha de marketing bastante ousada, cujo texto de lançamento reproduzimos a seguir. Tudo, neste post, começa vinte anos atrás... mais precisamente, em maio de 1987, quando surgiu este texto:

SBT - LÍDER ABSOLUTA DA VICE-LIDERANÇA

Há 20 anos atrás, os Diários Associados eram o maior império de comunicação do País. E todo mundo dizia que era praticamente impossível vencê-lo.

Era.

Hoje, o primeiro lugar está nas mãos da Rede Globo. Uma das melhores televisões do mundo. E só Deus sabe o quanto é difícil disputar com ela.

Mas, apesar disso, o SBT vem crescendo dia após dia.

Em maio de 1987, alcançou 23% de participação na audiência total do mercado nacional. Um fato extraordinário, se você levar em conta que, durante algum tempo, a Globo não era somente o primeiro lugar em audiência.

Ela era o único lugar em audiência.

Para crescer assim, o SBT se baseou num marketing inteligente que, ao invés de tentar copiar a Globo, busca justamente fazer o que ela não pode fazer. O SBT fugiu do padrão global e adotou o padrão Brasil.

Nós fazemos programas parciais, emocionais, inflamados, exagerados, açucarados. Cobrimos temas e matérias populares. Se você não gosta, desculpe a, nossa falha: mas eles dão audiência.

Nossa programação fala com o povo. Essa enorme massa de pessoas que consomem cigarros, fósforos, bebidas, que depositam, fazem poupança.

Não queremos ser boutique. Somos magazine.

Não queremos ser restaurante de luxo. Somos cadeia fast-food.

Não queremos só prestígio: queremos audiência.

Quanto está custando um minuto de puro prestígio?

E é por isso que estamos crescendo tanto, chegando até em determinados horários a realizar o "Impossível": bater o líder.

E 23% é uma fatia de mercado à qual nenhum anunciante pode ficar indiferente.

Quando um empresário está cansado dos problemas do mundo, ele liga SBT. Quando um intelectual quer rir um pouco e virar menino, ele liga SBT. Quando um publicitário quer saber o que o povo está escutando e pensando, ele vira SBT.

Hoje nós somos vice. Um dia, seremos versa.

SBT - Liderança absoluta do segundo lugar.


Aí está, apresentado pela agência publicitária de Washington Olivetto, que elaborou este texto, o que diferencia a rede de Silvio Santos das outras emissoras: personalidade e identidade próprias. O SBT foi a única estação de televisão, além da Globo, que conseguiu criar sua própria imagem, seu próprio padrão. Às vezes mambembe, às vezes improvisado... muitas vezes chamado de brega, mas que é pura e verdadeiramente popular.

Em 1987, Guilherme Stoliar, vice-presidente do SBT, dizia:

"Na programação, somos a segunda rede em tudo, da abertura ao encerramento.Somos a alternativa à Rede Globo de Televisão. Quem não quer assistir à Globo,por qualquer razão, obrigatoriamente vai ver o SBT, porque temos uma programação desplastificada, natural e sem copiar, em nenhum momento o que a Globo faz. Acho que o SBT é a única rede que tem personalidade".

Hoje, com o crescimento da Record, controlada pela Igreja Universal, a discussão se acalorou, criando até fanatismo pelas emissoras, defendidas como se fossem times de futebol. Mas em relação à "personalidade" das televisões, o quadro não se alterou. A Record encontra inspiração para suas produções no padrão Global, enquanto o SBT insiste em seu estilo próprio, atualmente, um tanto desencontrado. Mas permanece a visão de que o público telespectador possui um sentimento especial pela emissora do Silvio Santos. Talvez por seu dono, ou não...

3 de jun. de 2008

Microfone do Silvio - mega-atualização

Bem senhores telespectadores, toda a trilogia do Microfone do Patrão foi revista e atualizada, ganhando aquela que espero que seja a versão definitiva.

Assim, o post O Microfone do Silvio Santos - parte 1 agora traz novas fotos incríveis em detalhes do microfone e informações sobre o transmissor utilizado, que era fabricado pela Telefunken!

O post O Microfone do Silvio Santos - parte 2 foi atualizado com fotos maiores e melhores de Sérgio Chapelin, Gugu e Oscar Pardini utilizando o microfone do patrão.

O post O Microfone do Silvio Santos - parte 3 foi atualizado com contribuições de Fernando Morgado, do blog Televisionado, a respeito do programa Gol Show. Fernando nos enviou uma passagem de um livro técnico sobre televisão sobre o microfone do Patrão.

Obrigado a todos pela grande quantidade de visitas que estamos recebendo. Gostaria que comentassem mais as postagens, pois isso estimula muito que continuemos preparando coisas novas sempre!

Voltaremos logo com mais novidades. Aguardem!

1 de jun. de 2008

A vida íntima de Silvio Santos

Todos sabem que o Homem do Baú não gosta de dar entrevistas, de badalações nem de aparecer fora dos palcos. Quer ter uma vida privada sossegada e longe dos holofotes. Freqüenta somente os mesmos lugares, os escritórios do Grupo Silvio Santos, o salão do Jassa...

No início da carreira, Silvio Santos, já casado com a Cidinha, a escondia do público pois havia o mito de que os galãs não podiam declarar seu estado civil para não decepcionar suas fãs... ainda com esse tipo de pensamento e mantendo o mistério em relação a sua vida amorosa, Silvio Santos permitiu que a revista São Paulo na TV, de Plácido Manaia Nunes, acompanhasse a rotina de um dia de sua vida, desde o momento em que saiu da cama, passando pela ginástica, pelo banho (!), pelas refeições rápidas, pelas reuniões do Baú da Felicidade, pela gravação do programa até o fim do dia, quando se recolhe para dormir. Isso em maio de 1968, quando Silvio já era um astro apresentando o Programa Silvio Santos aos domingos na tela da TV Paulista, canal 5!

A reportagem paparicando nosso Herói contou com a redação de Décio Piccinini e, numa página inteira, investiga (ou tenta investigar, ou sabe mais disfarça, sei lá...) a vida sentimental do Silvão, tentando desvendar o mistério em torno da existência de uma "namorada" do Patrão. Silvio Santos não conhece o amor? - é o que pergunta a revista.

Esse tipo de publicação de informações e fofocas televisivas não mudou nada de lá pra cá (ao contrário, só piorou, com o aparecimento dos paparazzi, por influência da imprensa estrangeira), pelo visto. Mas, naquele tempo, o acesso à informação era diminuto, o que dava muito crédito e respeito à publicação. Basta lembrar que surgiu da redação da São Paulo na TV, da cabeça de Plácido Manaia Nunes, a idéia de criação do Troféu Imprensa.

Apresentamos agora, pela primeira vez na internet, a reprodução das páginas da edição nº 478 (maio de 1968). Abram as fotos e leiam, estão em boa resolução! Boa leitura!

Parte 1
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Parte 2
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Parte 3
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